|m/ .::.NEMESIS RADIO.::. |m/

Tv & Chat      Eventos
Wacken Open Air
Faster : Harder : Louder
Alemanha - 5 a 7 de Agosto de 2010
 
A vila alemã, há muito denominada de Wacken, transformou-se pela vigésima primeira vez, na capital do Heavy Metal.
Campismo gratuito, banhos quentes, casas de banho asseadas fizeram com que oitenta mil metaleiros oriundos de todas as partes do mundo, se juntassem para festejar em grande!
Devido ao extenso cartaz, com bandas a perder de vista, distribuídas por 4 palcos, optámos por escolher as bandas mais sonantes e que melhores espectáculos proporcionaram.

1º Dia - 5 de Agosto




O primeiro dia de festival iniciou para nós, no W.E.T. Stage/ Headbangers Ballroom, às 15:00 horas, com a actuação dos portugueses Prayers of Sanity, banda esta que venceu o concurso Metal Battle em Portugal e foi representar o nosso país ao Wacken.
Com o lema “May Thrash Be With You“, abalaram o grande reino do Thrash Metal ao som de “Religion Blindness“ e “Evil May Die“, por exemplo. A curta actuação, que rondou os 25 minutos, foi suficiente para deixarem o público de boca aberta com a sua excelente performance.

Às 17:30 horas, Alice Cooper subiu ao True Metal Stage, bem caracterizado e com um grande cenário à mistura.
O recinto encontrava-se completamente a abarrotar para assistir ao espectáculo desta autêntica lenda viva e vibrou a cada minuto passado e acompanhou o cantor em quase todos os temas apresentados.
Não faltaram os grandes temas intemporais da sua longa carreira e que culminaram com a incontornável “Poison“.

No palco ao lado, o Black Stage, os Motley Crue iniciaram a noite que ainda prometia.
Veteranos rockeiros dos Estados Unidos, durante uma hora e um quarto, presentearam uma plateia a perder de vista, com “Shout At The Devil“, “White Trash Circus“, “Live Wire“ e muitos mais temas familiares aos seguidores da banda do carismático Tommy Lee.

Às 21:30 horas, eis que sobem ao palco os tão esperados Iron Maiden.
Serão, de certo, poucos os que se lembram de uma vida ligada à música sem eles e podemos até dizer que, culturalmente, esta banda faz parte da história.
Ao fim de trinta e cinco anos de carreira, os Iron Maiden continuam a evoluir com perfeição e a prova disso foi este concerto memorável à volta do seu mais recente álbum, “The Final Frontier“. A par dos temas novos, não faltaram os clássicos, nem a mascote Eddie, que para este espectáculo “vestiu-se” de “Predador“.
Bruce Dickinson aproveitou para informar que estavam presentes, no recinto do concerto, setenta e oito mil pessoas neste ponto alto do primeiro dia de festival.


2º Dia - 6 de Agosto




Passavam quinze minutos das 19 horas quando subiram ao True Metal Stage os norte-americanos Kamelot.
Ainda com sol, iniciaram a sua prestação com “Poetry For The Poisoned“, tema do novo trabalho, com o mesmo título, que irá ser lançado no próximo mês de Setembro e brindaram a “Kamelot Nation“ com os temas “The Great Pandemonium“, “March Of Mephisto“ e “Ghost Opera“; durante uma hora, saciaram os presentes e fãs com uma boa prestação.

No Black Stage estava tudo pronto para a actuação dos Arch Enemy, que iniciaram o espectáculo às 20:30 horas.
Excelente concerto, excelente presença em palco, muito contacto com o público e muita simpatia, algo que já é bastante habitual e praticado por esta grande senhora vocalista Angela Gossow.
Uma hora a detonar o enorme palco onde ecoaram temas como “We Will Rise“, “Revolution Begins“ e a famosa “Nemesis“, que deixou o público em histeria total.

O relógio batia as 23:15 horas, quando os Slayer apareceram no Black Stage já em chamas, com o objectivo de o colocar completamente a arder, passe-se a redundância. Público e mais público a perder de vista. Concerto agressivo com muito mosh, circle pit, stage diving, headbanging e muita poeirada à mistura.
Durante setenta e cinco minutos, Wacken foi varrida por um ciclone de brutalidade. Uma autêntica descarga electrizante e rápida, proporcionada por estes senhores do Thrash Metal que continuam a promover o seu último registo, “World Painted Blood“, mas onde não faltaram os clássicos “Raining Blood” ou “War Ensemble“, por exemplo.

Neste segundo dia, os Corvus Corax encerraram a noite no Black Stage, os Anvil no True Metal Stage e os Atrocity marcaram presença no Party Stage.


3º Dia - 7 de Agosto




Os Ektomorf e os Unleashed no Black Stage, Caliban no True Metal Stage, os Smoke Blow no Party Stage e os Nightmare no W.E.T. Stage, iniciaram a tarde deste último dia de festival, preenchendo a hora de almoço e tocando para meia casa.
Às 14:30 horas, os Kampfar, abriram as cortinas do Party Stage. Muitas pessoas no recinto e outras tantas a chegarem da hora de almoço, puderam disfrutar de um Black Metal com alguns apontamentos de Folk. Um corvo azul como cenário de fundo foi o mote para músicas como “Ravenheart“, “Norse“ e “Inferno“.

Os «velhinhos» Overkill, às 15:45, no True Metal Stage, iniciaram o seu espectáculo com “Bring Me The Night“.
A esta hora já o recinto estava repleto de gente a perder de vista, como que a preparar-se para queimar os últimos cartuchos.

Muitos fãs de W.A.S.P. esperavam já pelas 18:15 horas, em frente ao True Metal Stage, para assistirem a mais um bom concerto. O som ficou um pouco a desejar, não se percebendo bem porquê, contudo a banda liderada pelo veterano Blackie Lawless ignorou este aspecto e continuou a animar as hostes.

Os Cannibal Corpse preparavam-se para entrar em palco e, às 19:30, o Black Stage pegou fogo novamente. “Make Them Suffer“, “Evisceration Plague“ e mais alguns clássicos, levaram os presentes ao rubro, através de uma enorme descarga de Death Metal que só este veterano quinteto sabe destilar.

No Party Stage, os Stratovarius, também à mesma hora, faziam ecoar o seu Power Metal, de tendências mais melódicas.

Quem estava a meio dos dois palcos tinha uma visão surreal: os dois lados a abarrotar, em que num desses lados estávamos perante um Death Metal soberbo, com mosh tremendo, headbanging e circle pit sem parar; do outro lado um, Timo Kotipelto e Cª a embalar literalmente a multidão.

O Black Stage continuou a arder, desta feita com a presença dos Immortal que às 22:00 horas iniciaram o seu espectáculo com “All Shall Fall“. Pioneiros do movimento Black Metal, estes noruegueses, caracterizados a rigor, aconchegaram a noite e mostraram que ainda têm muito para dar.

No Party Stage, igualmente à mesma hora, os suecos Candlemass ofereciam à multidão, que não arradava pé do recinto, o seu Doom através de músicas como “If I Ever Die“ ou “Of Stars And Smoke “.

O W.E.T Stage recebeu, quando faltavam quinze minutos para as 23 horas, os gregos Rotting Christ que apresentaram, mais uma vez, o album “Aealo“. Da setlist preparada por Sakis Tolis e os seus comparsas, “Noctis Era“ foi a música mais aplaudida e cantada pelos fãs.
O vocalista Sakis entrou de muletas e mesmo assim, durante meia hora, conseguiu juntamente com o seu clã, proporcionar aos presentes, um excelente concerto.

O festival encerrou com os Tiamat no Party Stage e Fear Factory no Black Stage.
...para o ano há mais!


Reportagem e Fotografia: Maria Aleixo
Nemesis Radio
 

Vagos Open Air 2010
Lagoa de Calvão, Vagos - 6 e 7 de Agosto de 2010
 
Depois de uma estreia auspiciosa no ano passado, onde pontificaram nomes como Katatonia, The Gathering, Dark Tranquility ou Amon Amarth, a segunda edição do Vagos Open Air voltou a reunir mais um conjunto de nomes sonantes da música extrema e outros em fase de ascensão (nacionais e internacionais), numa tentativa de marcar, definitivamente, um lugar no panorama festivaleiro nacional. Com uma afluência bem superior à registada em 2009, relacionada certamente com o cartaz apresentado, alguns melhoramentos na organização e os cancelamentos de outros eventos, os dois dias estiveram sempre muito bem compostos, com o público a aderir bem aos concertos e, na generalidade, a assistir-se a um ambiente bem agradável ao longo destes dois dias.


Um ligeiro atraso na chegada ao local do festival, fez-nos perder as prestações dos portugueses Prayers Of Sanity e Miss Lava. Enquanto aguardávamos, longa e pacientemente, a entrada para o recinto ouvia-se o Folk/Viking Metal com trejeitos Black dos lusos Gwydion; a julgar pela reacção do público, bastante efusiva e ruidosa, o concerto animou bem as hostes.




Poucos minutos passavam das 20:15 horas e os Ensiferum subiram ao palco e foram os responsáveis pela primeira grande romaria desta edição e durante os 75 minutos seguintes foram desfilando uma setlist que manteve os que ali acorreram bem animados e com um Petri Lindroos bastante comunicativo. Sem deslumbrar, cumpriram com um concerto bem agradável.




O cair da noite começou a trazer outras nuances, outras cores e, talvez, outros sentimentos, dado que a banda seguinte seria a de Aaron Stainthorpe. O colectivo de Halifax, a comemorar vinte anos de carreira, regressou a Portugal após oito anos de interregno e ainda com o seu trabalho do ano passado debaixo do braço, ainda em fase de promoção. De “For Lies I Sire” foram tocados três temas, sendo que o restante alinhamento tenha andado em trono de alguns clássicos, uns mais incontornáveis que outros, mas que, dentro do possível, foram transversais à discografia da banda. Aaron continua em muito boa forma e a inclusão de David Gray no banquinho da bateria foi uma excelente surpresa. Talvez, com o melhor som de todo o evento os My Dying Bride mostraram que, mesmo não gerando consensos ao longo dos últimos anos, ao vivo ainda são um expoente do Doom/Death.




A fechar o primeiro dia, estiveram os suecos Meshuggah. Era grande a expectativa em ver e ouvir este colectivo na sua estreia em Portugal, reforçada certamente pelo cancelamento da actuação, no longínquo ano de 1994.

Aos primeiros sons debitados pela banda, percebeu-se que Jens Kidman e comparsas iriam oferecer um concerto demolidor e a interacção entre banda e público foi imediata e enérgica. Muito mosh e crowd surfing numa plateia completamente ávida desta brutalidade polirítmica que é este colectivo sueco. “Bleed”, “Pravus”, “Stengah” ou “Mouth Licking” foram algumas das mostras que colocaram muita gente em polvorosa, mas que no final acabam por pecar pelo facto de começarem a soar um pouco ao mesmo. Mesmo assim, foi um grande concerto.




O segundo dia do Vagos Open Air começou debaixo de um sol impiedoso, quentíssimo e os presentes preferiram manter-se à sombra e apreciar daí a prestação dos The Firstborn. Alguns problemas técnicos no início não foram suficientes para causar dano no colectivo da Margem Sul que, em pouco mais de meia hora proporcionou um (necessariamente pequeno) desfile de temas cheios de garra e energia. “The Noble Search” e “The Unclenching Of Fists” são, na realidade, duas pérolas do Metal nacional.




Seguiram-se os portuenses Oblique Rain e, apesar de terem conseguido uma prestação na linha do que têm vindo a mostrar com “October Dawn”, bem competente e sóbria mas, ao mesmo tempo, pareciam um pouco deslocados, distendendo-se em longos discursos que quebravam o ritmo da actuação.




Os Ghost Brigade foram a primeira banda finlandesa a subir ao palco neste dia. A promover o seu segundo álbum, “Isolation Songs”, durante quase uma hora foram destilando o seu mellow death misturado com sludge açucarado, conseguindo arrancar uma boa reacção da assistência que continuava a aguentar bravamente o forte calor que se fazia sentir.



A seguir, tal como no dia anterior, registou-se mais uma enchente, desta feita para o concerto dos Amorphis. E quem esteve no recinto e prestou atenção a Esa Holopainen e restante banda certamente poderá dizer que eles mereciam mais algum tempo tal foi a força, entrega e interacção que esteve sempre presente, apesar de não trazerem uma setlist de luxo (e que pode ser bem comparada com o que surge em “Forging The Land Of The Thousand Lakes”, DVD recentemente lançado) O público não se fez minimamente rogado e ajudou a abrilhantar esta festa e juntou a sua voz ao vozeirão de Tomi Joutsen, mostrando que “House Of Sleep” ou “Black Winter Day” são temas intemporais.




Após uma espera longa, com vários testes de som, os Kamelot apareceram no palco do Vagos Open Air e sofreram com um som muito desequilibrado, principalmente ao nível da voz, não sendo audível em vários momentos. No entanto, a banda esforçou-se pelo melhor desempenho possível, conseguindo obter boas reacções, principalmente junto de temas como “The Great Pandemonium” ou “March Of Mephisto”, esta a encerrar a prestação.




Para fecho da edição deste ano, uma banda mítica: Carcass. Motivo para a deslocação de uma larga fatia dos presentes no festival, ainda para mais com o line up clássico, acaba por ser difícil de descrever o que se presenciou no palco e na assistência. Os temas debitados de forma visceral foram autêntica gasolina para os milhares que ali estavam despoletarem os mais intensos momentos de mosh e headbanging do fim-de-semana, esgotando aí tudo o que restava das suas forças. Jeff Walker e Bill Steer agradeceram e foram fustigando continuamente a turba até soar “Heartwork”, terminando uma celebração que deixou muitos atónitos de tão rápida e curta que foi ou que pareceu ter sido. Mas foi intensa, até deixar marcas no corpo e na alma.





Reportagem: Filipe Pinto
Fotografia: Andreia Moutinho
Nemesis Radio
 



Tara Perdida
Benavente - 31 de Julho de 2010
 

Por terras lusas de Benavente, até ao dia 3 de Agosto do respectivo e corrente ano, celebram-se as festas da Nossa Senhora da Paz. A Câmara Municipal da terra, ofereceu ao seus munícipes uma Avenida cheia de diversão, onde não faltaram as farturas, os churros, carrosséis e uma noite de 31 de Julho, último dia do mês, com Punk Rock Português.

Os Tara Perdida, subiram ao palco, por volta das 23h30, perante uma plateia a perder de vista.

Muitos jovens, entre os 15 a 20 anos de idade, crianças com os seus 8 a 10 anos, impressionantemente conhecedores e fãs da banda, animaram brutalmente a noite, como que em homenagem pelos 15 anos de carreira dos Tara Perdida.

Por momentos, sentiu-se que foram os fãs a oferecer o concerto aos músicos e não o contrário. Estes, na imensidão do palco a céu aberto, desfizeram-se em agradecimentos, mostrando ao público a sua gratidão pelo acompanhamento à banda durante esta longa caminhada de discos e de estrada. Os Tara Perdida, fizeram como que um back in time, pelos albuns “É incrível“, “Lambe botas“, “Só não vê quem não quer“, e “Nada a esconder“.

Músicas como “3 de Maio“, “Histórias de encantar“, “Batata frita Pala-Pala“ (Tara Perdida) e “Pernas pró ar“, deliciaram os presentes.

De miúdos a graúdos, todos foram invadidos pelo Punk no seu melhor. Riffs rápidos, adrenalina, movimento em palco e mosh no público encerraram o Julho e iniciaram a madrugada de Agosto da melhor forma possível.




Churrasco Metálico II com CRYPTOR MORBIOUS FAMILY + THE SPEKTRUM
Side B, Benavente - 31 de Julho de 2010


Benavente foi sem dúvida o centro das atenções, neste final de mês, nos arredores lisboetas. Um pouco mais ao lado...em recinto fechado, com público mais específico e frequentador assíduo da casa, preparava-se outra diversão, com sonoridades mais lúgubres e metálicas. O Side B, Lounge Live Club, organizou para este dia, o segundo churrasco metálico do ano.

Entrada gratuita, churrasco gratuito e à descrição, duas bandas a actuar, os The Spektrum e os Cryptor Morbious Family levaram o público metaleiro a Benavente.
Os dois grelhadores, na parte exterior do Club, começaram a incendiar por volta da 19 horas. O convívio e a animação iniciaram este início de tarde.
O público de barriga cheia, ansiava enchê-la também de música.

A primeira banda a desbravar o palco foram os The Spektrum. Trajados a rigor, com vestes e pinturas faciais, deixaram o público expectante.
Por volta da meia noite e meia, ouviu-se o primeiro som. Som de umas teclas frenéticas e melódicas que deixaram o público abismado e a elevar-se para outro espaço, sem dúvida muito mais etéreo.
Quinteto de Leiria, muito humilde e cheio de dignidade, formaram a banda em 2005 e após alguns conflitos de sonoridades, acertaram em cheio no estilo praticado.
Apostaram num Metal melódico, com um travo a Black Metal e sabem-no fazer muito bem.

A setlist, composta por 8 músicas e vinda do além, sublimou o público que melodiosamente fez muito headbanging e deixou-se levar durante 45 minutos, por uma banda que sem dúvida dignificou o metal português.

Setlist

Intro
Angel set of future apart
Embracing the dark
Lost in time
Nenphilis
A taste of sorrow
Eternal fear
A cursed existence (Halamarala) (encore)

A cortina abriu-se novamente e desta feita, para os alentejanos de Grândola Vila Morena, os Cryptor Morbious Family.
Banda formada em Abril de 2005 ao som dos odores campestres, voltou-se para uma sonoridade mais invulgar e pouco praticada por terras lusas.
Dedicam-se de corpo e alma ao Metal Industrial. É perfeitamente perceptível a sonoridade industrial naturalmente misturada com o som de peso.
Público muito mais agitado, bem disposto para gastar mais uma hora de energia e foi isso que aconteceu.
Excelente à vontade em palco, uma maior maturidade, fizeram desta prestação uma das melhores actuações da banda. Proporcionaram aos presentes e à casa um fim de noite memorável.
Músicas como “All of us got to killer inside“, “Straight to the doom“ e “Painful rebirth“, chocalharam o ambiente, provocando headbanging, stage diving e muito mosh.
Houve ainda tempo para um encore e a pedido do público a banda tocou novamente a música “All of us got to killer inside“.

Setlist

Big decisions in wrong hands
All of us got to killer inside
Testment of the error
Painful rebirth
Straight to the doom
Apocalyptic mind
Collective syndrome
All of us got to killer inside ( encore )


 
Reportagem e fotografia: Maria Aleixo
Nemesis Radio
 

Moonspell + Raven Soul + One Big Mob

Festival Rock Às Sextas
Vila Nova de Gaia - 30 de Julho de 2010
 

A edição deste ano do festival “Rock Às Sextas”, em Vila Nova de Gaia, surge com um novo figurino e, também, com um novo espaço. Assim, apresenta um conjunto de seis projectos com estatuto firmado no panorama musical português, deixando de lado as bandas emergentes. A este evento, temos a ligação com o certame “United In Sound – Festival de Música Moderna de Vila Nova de Gaia”, que em cada uma das noites apresenta uma eliminatória com duas bandas concorrentes.

O local escolhido para os concertos foi a Serra do Pilar, junto ao mosteiro, proporcionando um local bem aprazível para assistir a um serão de Metal a par de uma vista deslumbrante sobre Vila Nova de Gaia, o Porto e o Douro.

A noite dedicada às sonoridades mais pesadas começou ao som dos One Big Mob, que não tivemos a oportunidade de ouvir e assistir.
Quanto aos Raven Soul, de Leiria, apresentaram em cerca de 30 minutos o seu Metal de tendências góticas e que muito furor fez no final da década de 90. Certinhos durante a sua actuação, ainda conseguiram empolgar alguns dos presentes, arrancando bastantes aplausos.

Mas a grande parte da turba que se deslocou à Serra do Pilar estava lá para ver a banda de Fernando Ribeiro, em mais uma data de promoção ao aclamado “Night Eternal”, lançado à pouco mais de dois anos. Uma boa assistência, que quase preencheu por completo o recinto, recebeu a banda de braços abertos e desde o início de “At Tragic Heights” demonstrou o seu fervor e admiração pelo quinteto lusitano. Este, não se ficou nada atrás e proporcionou um bom espectáculo, mas onde se notam alguns sinais de cansaço devido à forte promoção do seu último trabalho.
Com um alinhamento fortemente baseado nos seus dois últimos álbuns de estúdio, que gerou grande satisfação nos fãs mais novos, houve ainda tempo para alguns regressos ao passado com “Wolfshade (A Werewolf Masquerade)”, “Herr Spiegelmann” ou “Soulsick”, por exemplo, estas últimas já fora da setlist há muito tempo, o que provocou boas reacções.
A fechar o alinhamento, registou-se a surpresa da noite: um fã da banda subiu ao palco para entoar a imperdível “Alma Mater”, após ter mostrado um cartaz em que fazia esse pedido. Foi o culminar da forte empatia e boa disposição que se gerou entre banda e público.
Para o encore, a banda recuou aos tempos de “The Antidote” e executou “In And Above Men” e “From Lowering Skies”, deixando para o momento final a celebração que é “Full Moon Madness”.
Chegava-se, desta forma, ao fim de mais um bom concerto dos Moonspell, não sem antes Fernando Ribeiro anunciar o regresso da banda, para breve, à reabertura do Hard Club e para uma data, na Casa da Música, englobada na digressão “Sombra”.


 
Reportagem e fotografia: Filipe Pinto
Nemesis Radio
 



Lança Chamas Open Air 2010 - Tributo a António Sérgio
Casal do Marco, Seixal - 24 de Julho de 2010
 

O Casal do Marco, no Seixal, recebeu no passado dia 24 de Julho o Lança Chamas Open Air, um evento baseado em dois objectivos essenciais: proporcionar uma sessão de Metal com projectos nacionais e, ao mesmo tempo, prestar tributo a um dos maiores vultos da rádio portuguesa dos últimos 30 anos, recentemente desaparecido, António Sérgio. Organizado por mentes ávidas de valorização do Metal nacional, com o apoio total da nossa/vossa Nemesis Radio, que transmitiu em directo, via internet/streaming, todo o festival, num recinto que quase poderíamos dizer em chamas devido ao forte calor que se fazia sentir, igualando, assim, o próprio nome do festival.

O cartaz deste festival foi estritamente lusitano, com bandas provenientes do centro e sul do País, onde os Zundapp Speedkings, Arentius, Inquisitor, Shivan, Switchtense, Gargula e Midnight Priest rasgaram o palco e presentearam o público com um Sábado de peso bastante original e abrangente.

O espectáculo começou com os Zundapp Speeddkings a desflorarem o palco. Este quinteto de Coimbra auto-intitula-se como “The Emperors of Rock Xunga“ e malhas como “Grita por Perdão”, “Gaja Dura“ ou “Dizem que é Rock“ mostraram que melhor início não poderia haver para esta celebração. Mostraram ao longo da sua actuação uma atitude enérgica e que realmente parecem ter o diabo no corpo quando sobem ao palco.
Os Arentius, banda de Almada, subiram, de seguida, ao plateau e fizeram ecoar o seu Metal, agitando o recinto durante, aproximadamente, uma hora.
O seu à-vontade e uma fácil interacção com o público, serviram para que alguns dos seus temas fossem entoados em uníssono, provando que já têm alguns fiéis seguidores e que estavam verdadeiramente em casa. Exemplo disso mesmo aconteceu ao som de “ The Myth “, uma das faixas mais conhecidas destes almadenses e também a única disponível no myspace da banda.

Os terceiros a destilar mais uma dose de Metal foram os Inquisitor, banda lisboeta formada em 2007 que tem na sua base de som o Thrash Metal. Este concerto serviu para apresentarem a sua demo de estreia, “Iron Preacher“, lançada recentemente, e o colectivo conseguiu arrancar mais uma boa reacção da parte do público com as suas malhas “a abrir”. “Speed Metal Legions“ e o tema que dá nome a este registo foram as mais ecoadas pelos resistentes ao calor abrasador que se fazia sentir no local.
A fechar a primeira parte de concertos, já ao fim da tarde, estiveram os carismáticos Shivan. Com uma sonoridade dentro do Heavy Metal mais clássico, muito comparável a Iron Maiden, fizeram abanar muitas cabeças, criando grande agitação e muito mosh.
Este início de noite ficou ao rubro, quando estes grandes senhores do Metal português, tocaram “ The Evil That Men Do “ do álbum “ Seventh Son Of A Seventh Son “, da banda de Steve Harris.

Após pausa para jantar e retemperar forças, os Switchtense reabriram as hostilidades. Colectivo que dispensa apresentações nesta altura da sua carreira, com uma boa rodagem de estrada, com concertos tanto em Portugal como no estrangeiro, contam, até à data, com cinco lançamentos originais, entre o álbum de estreia, split e EPs.

Mais uma vez, presentearam os seus fãs e demais público presente com mais uma feroz descarga de Thrash/Groove Metal, à qual misturam alguns elementos de Hardcore. Os temas do seu mais recente trabalho, “Confrontation of Souls“ estiveram em linha de destaque – ou não fosse este mais um momento de promoção deste seu último rebento. “The Last Man Standing“, “Infected Blood“, “The Descent“, foram alguns dos temas que não faltaram na setlist e que mereceram as melhores reacções dos presentes, que foi ainda brindado com uma cover de Pantera, “Cowboys From Hell“.

Os lisboetas Gargula, “Lusitanian True Heavy Metal Warriors“, foram os penúltimos a subir ao palco. Formados recentemente a partir das cinzas dos “velhinhos” Alkateya, com toda a sua energia e garra continuaram a aquecer a noite, proporcionando mais uma prestação bem agradável, evidenciada na (muita) maturidade dos músicos envolvidos neste projecto. A par de temas das suas duas demos, não faltaram os regressos ao passado com “Rock On, Roll Out” e “Star Riders” (ambos os temas dos Alkateya), para gáudio dos presentes conhecedores e seguidores deste projecto, entretanto extinto.
Foi mais uma prova que o Heavy Metal português está bem vivo e recomenda-se.


As honras de fecho deste Lança Chamas Open Air foram entregues aos conimbricenses Midnight Priest. O quinteto subiu ao palco e fez o que muito bem sabe fazer: dar um grande concerto de Heavy Metal, com certo laivo a Punk pelo meio. Não foi, por isso, nada estranho que a assistência se manifestasse efusivamente com mosh e muito headbanging ao som de temas como “Armada da Noite“, “Juízo Final“ ou “Ferro em Brasa“.
O seu EP intitulado, “Rainha da Magia Negra“ continua a servir de mote para angariação de seguidores nos seus espectáculos, mostrando uma banda bem entrosada, que explora bem os seus temas e demonstra potencial para voos mais altos. A setlist termina, mas o público nada cansado, pede um encore, mas não foi possível devido ao facto de não haver licença para lá da hora (uma da madrugada!).

O Lança Chamas Open Air acabou por ser um bom momento de divulgação de projectos nacionais, em fase de ascensão, muito ao jeito do saudoso e, justamente, homenageado António Sérgio, o “ bicho da rádio “, como se lhe ousou chamar um dia. Que venham mais como este!


 
Reportagem: Maria Aleixo
Fotografia: Maria João e Maria Aleixo
Nemesis Radio
 

Valient Thorr + Miss Lava
Quem ousou despertar desse sono dogmático, as forças indomáveis dos deuses há muito adormecidos pela melodia da descrença?
Music Box, Lisboa - 22 de Julho de 2010
 

Fervilha o orgulho de, em português expressar a minha vida, ideias e pensamentos sentidos. Num Portugal, que questiona permanentemente seus atributos, qualidades massacradas pela “iliteracia musical”, encontramos à margem das massas, exemplos vivos da Música.

Miss Lava, “ninho de quatro grandes aves” de sangue lusófono, são espelho desse orgulho, dessa atmosfera de ressurreição nacional, e promessa duma nova era de descobrimentos, não marítimos mas musico-culturais. Serviram de prelúdio, com fenomenal desempenho e à vontade, na noite passada no Music Box.

Pouco passava das 22 horas quando o quarteto rasgou o palco e iniciou uma noite que, deveras, prometia. O público, perfeitamente adequado ao estilo em questão, ao longo de uma hora deixou-se levar pela voz possante do vocalista João, pelo frenezim de uma guitarra baixo ao comando do seu mestre Samuel Rebelo, sempre com muito entusiasmo e energia oriundos do palco. A corresponder, na assistência assistiu-se a muito mosh e muito headbanging, ao som de um Rock N`Roll muito metálico.
Após a electrizante prestação dos autores de “Blues For The Dangerous Miles”, a experiência que se seguiu, qual reviver de mitologias, rapidamente ganhou forma, peso e medida, numa palavra, força - e que força a de Valient Himself (pseudónimo do vocalista) – encenada pelos grandes Valient Thorr, banda de origem norte-americana. Ora, que dizer deste mito, que possuiu obstinadamente durante, sensivelmente hora e meia, a vontade feroz e espontânea do público? Após demorados minutos, com o aperfeiçoamento de afinações, um e outro pormenor na disposição dos instrumentos, era notória alguma impaciência e agitação no público, qual adrenalina projectada em bruto da glândula supra-renal directamente para a feia e disforme massa cinzenta.

“Ghosts”, primeiro tema interpretado pelos Valient Thorr foi… BU!!!, algo totalmente estridente, começava assim a derradeira presença em palco; quem, em lugar cativo se encontrasse, perdera-o para o mosh, que apenas parava para ouvirem as carinhosas palavras do vocalista, qual criança atenta aos mais velhos. Tarefa difícil foi para quem procurava capturar e aprisionar, por meio duma câmara, a magia do espectáculo, ossos do ofício. As palavras dirigidas ao público e ao Portugal ausente na noite, foi de imensa gratidão, não fosse o primeiro país da Europa onde se estrearam. Outro grande tema, que se destacou pela energia debitada em palco e pelo público ofegante de liberdade, foi “Tomorrow Police”, uma verdadeira descarga de poder, que prendeu em uníssono ombros e cabeças, costas, um amor selvagem, que une desconhecidos numa luta que não é luta mas compreensão activa e reactiva.

Eidan Thorr, guitarrista solo, verdadeiro artesão na arte de moldar melodiosos e, simultaneamente, ácidos solos, não dispensava o seu cigarro, porém, em determinado momento, qual o seu à vontade, ou simplesmente falta de tabaco, que o levou, – como se diz no nosso português – a cravar a um membro do público o alvo do seu desejo. A sua guitarra, por duas vezes girou em torno do seu corpo, malabarismo, ou resultado de alguns aninhos de Rock? Por seu lado, a bateria de Lucian Thorr enfrentou alguns problemas mas que depressa foram resolvidos, enquanto o público continuava a absorver a energia em bruto que vinha do palco O espectáculo, apreendido por uma qualquer energia que, acreditem, desconhecia, marcou indelevelmente as noites no Music Box.

No fim, perdoem-me a fidedigna descrição, o odor pulverizado, ao longo do concerto, pelo ambiente fazia denotar uma guerra de forças motivadas pela energia, que os Valient Thorr debitaram em bruto. Por fim, foi possível conviver com o vocalista e guitarrista, que se fizeram envolver na noite com o seu público, uns fiéis, outros incrédulos, contudo, acredito que no fim todos adoravam a Thorr.


 
Reportagem: José Maldonado e Maria Aleixo
Fotografia: Andreia Moutinho e Maria Aleixo
Nemesis Radio
 

Heavenwood + Thee Orakle
Rivoli, Porto - 17 de Julho de 2010
 

No passado sábado, houve festa de tons mais negros no palco secundário do Rivoli. O motivo era a realização do último concerto de promoção do terceiro álbum dos gaienses Heavenwood, o aclamado “Redemption”, lançado em 2008.

Como convidados para esta celebração, na primeira parte desta noite de Metal, estiveram os Thee Orakle, colectivo de Vila Real que anda à cerca de um ano na estrada a promover o seu primeiro longa-duração, “Metaphortime”, um conjunto de temas que andam em torno do Death/Gothic Metal.

Mais uma vez este septeto não deixou os seus créditos por mãos alheias e proporcionou, ao longo dos 35 minutos da sua actuação, um concerto bom, onde desfilaram os temas mais sonantes deste trabalho de estreia, como “All Way Down”, “Ghost Memories” ou o já sempre bem acolhido “Alchemy Awake”, este a fechar o alinhamento.

Se o propósito era ambientar as hostes para a actuação dos Heavenwood, poderemos dizer que os Thee Orakle estiveram bem e que a experiência ganha ao longo deste último ano mostra-nos uma banda coesa e cada vez mais segura da potencialidade dos temas que tem entre mãos.

Thee Orakle  Setlist
At The Gates Of Thee Orakle
All Way Down
Ghost Memories
Quimera Metamorphosis
Never-Ending Dillema
White Linen
Alchemy Awake


Coincidência ou não, o primeiro concerto de promoção ao terceiro trabalho dos Heavenwood, “Redemption”, foi realizado no Porto, na Casa da Música e quis o destino que o último, antes de entrarem em estúdio para a gravação de um novo álbum, fosse também na Invicta, desta feita em outro espaço conceituado, o pequeno auditório do Rivoli.

Apesar do som não estar bem equilibrado, em que a guitarra de Ricardo Dias esteve sempre muito baixa e a voz de Ernesto Guerra inaudível em alguns temas, a banda de Vila Nova de Gaia conseguiu arrancar mais uma boa prestação e manter bem animada a moldura humana que acorreu para este último momento de festa, embora não enchesse o auditório.

Apresentando para esta ocasião especial uma setlist um pouco mais longa, iniciaram a sua performance com “One Step To Devotion” e “Rain Of July”, conseguindo descolar das cadeiras do auditório algumas dezenas de fãs e apreciadores de bom Metal, desfilando ao longo da hora e meia seguinte, sensivelmente, um conjunto de temas excelente, onde não deixaram de marcar presença clássicos como “Emotional Wound” ou “Suicidal Letters” a par de outros que fazem parte do excelente “Redemption”.

Nestes últimos espectáculos, os Heavenwood têm vindo a apresentar um tema novo intitulado “The Arcadia Order”, que irá fazer parte do próximo álbum. Este, tocado já em regime de encore, tem um início bem forte, com uma cadência rápida, mas que acaba por conjugar outros elementos que fazem parte do seu som, resultando em mais uma boa malha. E foi, exactamente, ao som desta novidade que se encerrou esta bela noite de Metal, acabando por soar a metáfora, em que as portas se entreabrem para as novidades que a banda nos reserva num futuro que se deseja próximo.

Heavenwood Setlist:
Intro
One Step To Devotion
Rain Of July
13th Moon
Flames Of Vanity
Fragile
Emotional Wound
Her Scent In The Spiral
Frozen Images
Bridge To Neverland
Foreclosure
Suicidal Letters
The Arcadia Order (encore)

 
Reportagem e fotografia: Filipe Pinto
Nemesis Radio
 


DJ Soman

2 anos de Metropolis Club
Metropolis - 26 de Junho de 2010


 
 
 
 
Comemoraram-se, no passado dia 26 de Junho, dois anos cobertos de muitas e grandes festas sob o olhar nocturno de Lisboa. A afluência ao Metropolis, palco do festejo e menino “d’oiro” do aniversário, acusaram o sucesso, que em dois anos foi capaz de cativar. Um espaço, uma marca, uma família.

Industrial, electro, Garth, com a madura experiência musical de Soman, Dj convidado,  transformaram a madrugada de domingo numa autêntica projecção de simpatias pela dança desenfreada e louca, de quem quis, por uma noite libertar-se do stress vincado pela quotidianidade.

Festa foi palavra, que justificou, como sempre, excessos e desmesurada boa disposição. Não terá sido, certamente a última, pois que não foi ainda anunciado o fim do mundo.  




 






 





Reportagem: José Maldonado
Nemesis Radio
 


Hell in Sintra

O Inferno chegou a Sintra!
Campo de Futebol de Albarraque - 26 de Junho de 2010
 


E se chegou! A Nemesis Radio orgulhou-se de, no passado dia 26 de Junho, ter sido a Rádio oficial do Hell in Sintra, e sendo o primeiro festival com Apoio Nemesis, não podiamos deixar de fazer a cobertura a um evento que tem fortes chances de vir-se a concretizar uma 2º edição.

Pouco passavam das 16h30 quando se ouviram os primeiros acordes no campo de futebol de Albarraque.
Uma casa já bem composta para as horas que se faziam. Através duma rápida montagem da bateria e soundcheck, e a banda de covers de nome "Hard Rock" subia ao palco.
Uma das covers que me impressionou foi "Ace of Spades" dos Motorhead, tendo posto toda a gente a mexer. Estava então oficialmente aberto o Hell in Sintra.

Pouco depois de mais soundcheck, os Acid Season sobem ao palco. Apresentando um rock com down-tempos pelo meio, "The Will" ou  What i hate" foram algumas das músicas que se fizeram ouvir. Um bom começo ao Hell in Sintra.
A seguir, após um arranjo do set, entram em cena A Peaceful Chaos. Donos de um Slugde/ Death bem feito, foi só descarregar a fúria  sonora por entre os presentes. Mosh e headbanging com fartura, por entre músicas como "Beyond The Line of Hate", "Desire of death" ou "The Suffering". Um bom espectáculo e uma banda a considerar futuramente.

Se o calor já apertava, também apertava o tempo de espera para os esperados Burned Blood, até porque estes senhores são da "casa" e provavelmente os "donos" do metal feito em Sintra. Mal se ouviram os primeiros acordes, foi o começar de vários circle pits que desenfreavam por entre o público. " We Are the plague" do seu novo Ep, mostrou como o death metal deve ser feito. Cada música é tocada naturalmente sem falhas, o que faz com que esta banda tenha um enorme potencial perante as editoras.

Por entre muita festa e amigos, fez-se uma paragem para recarregar baterias, nas várias barraquinhas existentes de comes/bebes. A tarde findava com RattleSnake, que debitavam um som meio Punk, para terminar a tarde de caos em beleza.

Um forte obrigado a todos os que fizeram com que este evento f
osse possível, desde a organização aos vários promotores, onde incansavelmente trabalharam para que fosse um festival que nada ficasse a dever.

A rever uma 2º edição o mais breve possível!

 
Reportagem: Bruno Aires
Fotografia: Fernando Tina
Nemesis Radio
 


Behemoth + Exodus + Decapitated + Ex Deo

O monstro bíblico do livro de Jó renasce em Corroios!!
Cine-Teatro de Corroios - 22 de Junho de 2010
 
 
 
Os Behemoth regressaram a Portugal depois de já terem marcado presença anteriormente no Caos Emergente do ano passado, trazendo na bagagem um concerto que ficou marcado, sem dúvida, pela noite mais quente do verão até à data. Este evento, organizado pela produtora Prime Artists, contou também com a presença dos Norte Americanos Exodus, dos Polacos Decapitated e dos Canadianos Ex Deo.

A abertura das portas estava marcada para as sete e meia da tarde e depois dos respectivos atrasos, os canadianos Ex Deo subiram ao palco perante um Cine Teatro pequeno para tanto desejo de Metal, numa noite marcada pelo calor (quer do clima quer do espectáculo), com casa cheia. Esperava-se uma presença mais vincada dos Ex Deo, que acabaram por ter uma actuação mediana, num palco grande demais para esta banda formada em 2008 e oriunda de Montereal, Quebec, tendo em conta que este é um projecto paralelo do homem da frente e vocalista Maurizio Iacono (Kataklysm). O vocalista esclarece isso mesmo ao descrever esta banda como uma das que será "reconhecida pelo prestígio, e pretende fazer poucas tours dando a conhecer um lado mais artístico". Ficou-se pelo prestígio...

Depois de uma breve mudança de palco, com abertura das portas laterais para "destilar" e fumar um cigarro, os segundos a subir ao palco foram os polacos Decapitated, que vieram provar uma vez mais que Vogg (guitarra/composição), Krimh (bateria), Rafal (vocal) e Heinrich (baixo) são uma referência no panorama do Death Metal internacional. Tocando temas na sua maioria do último álbum "Organic Hallucinosis" e do seu DVD "Human´s Dust", proporcionaram aos fãs uma interacção espectacular e uma hora de muito bom metal, onde, sem dúvida se notou o poder, energia, virtuosismo e talento do "mastermind" da banda, Vogg.

Nova mudança de palco, novo sound check e sobem ao palco os Californianos, Exodus, senhores deste concerto, donos da noite, com um pedido ao público (devidamente correspondido) para um brutal circle pitt e wall of death!! . "Exhibit B - The Human Condition" foi o álbum em destaque, lançado já em 2010 pela banda formada por Gary Holt e Lee Altus (guitarristas), Jack Gibson (baixo), Tom Hunting (bateria) e Rob Dukes o vocalista e animador deste show, o maior responsável pelo autêntico delírio dos fãs presentes, pela sua interacção e simplicidade! Foram eles o centro das atenções antes de subirem ao palco os cabeça de cartaz da noite!

Surge então o monstro bíblico do livro de Jó 40: 15-24, que ainda hoje está por definir se será um hipopótamo do deserto, como muitos o descrevem, um monstro gigante com cara de leão ou o animal pré-histórico mais conhecido como braquiossauro...

"Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. Eis que a sua força está nos seus lombos,  e o seu poder nos músculos do seu ventre. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos.  Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada  é como barras de ferro. Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada."
Sem dúvida, pela sua presença em palco, os seus trajes a rigor, timbres acentuados e voz grutural, Behemoth é mesmo uma criatura mitológica e fez questão de o mostrar a todos os presentes. Seja então feita a ressalva na última citação, pois não veio de Deus mas sim do Homem!! Behemoth, são a prova da lenda viva do Black/Death Metal!

Nergal, Orion, Inferno e Seth foram senhores do palco, onde não faltaram as habituais entradas de costas para o público, as máscaras, a interacção e a energia, principalmente de Inferno que fez da bateria o mais belo de todos os instrumentos utilizados nesta noite, puxando pelas vozes no recinto e fazendo entoar o nome da banda alto e em bom som!! "Evangelion", foi o álbum em destaque, embora os fãs não tenham razões para dizer que a banda já não faz referência ao passado. Exemplo disso, foram os quatro temas do álbum "Satanica" (1999), considerado por muitos o melhor de sempre!

Um dia memorável com casa cheia e um público contagiante, também especialmente pelas presenças de Exodus e Decapitated que, não sendo cabeça de cartaz, foram sem dúvida, os grandes senhores do palco e porque não, da noite!
 
Reportagem e fotografia: Hugo Silva
Nemesis Radio
 


Festival Metal GDL
Parque de Feiras e Exposições, Grândola - 10, 11 e 12 de Junho de 2010
 
 
 
Tal como há três semanas no Filth And Fury Fest em Évora, o Metal GDL é outra grande prova da qualidade e profissionalismo da organização por terras alentejanas, e da vontade de quebrar com o tradicional eixo norte/centro no que diz respeito às iniciativas do metal.


No primeiro dia de concertos, as hostilidades começaram pontualmente ao som dos Sordid Sight, um colectivo de Beja que tem no EP "Spreading the Fire" (2009) o mais recente trabalho. Embora ainda com alguma timidez ao vivo, o deathcore da banda agradou aos presentes, sendo a Cover de At The Gates, "Blinded by Fear", o ponto alto.
 
Os Annihilation são uma das pérolas a descobrir no nosso underground. Enquanto procuram uma editora para o recém gravado álbum de estreia, mostraram ao vivo que perder tempo na sala de ensaios compensa...e muito! Bastante comunicativos com o público, apresentaram um Death Metal técnico com um cunho pessoal bem definido.
Uma banda que com um pouco mais de rodagem pelos palcos, são sem dúvida um nome a reter.

Os Dead Meat, já atravessam o Metal nacional há uns bons anos e, embora a banda tenha estado algo hibernada durante alguns anos, a quantidade de concertos nos últimos tempos mostram um colectivo seguro de si ao vivo. Embora o som das guitarras tenha estado um pouco baixo nas primeiras músicas e a ausência do baixo se fizesse sentir, o vocalista demonstrou um grande à vontade em palco, sempre puxado pelos presentes. A cover de Dying Fetus "Kill Your Mother, Rape Your Dog", foi a cereja em cima das entranhas brutal death servidas aos presentes.
 
Embora com apenas dois anos, os Midnight Priest são considerados por muitos como uma banda revelação dentro das sonoridades mais tradicionais do Heavy Metal. Arrancando com "Rainha da Magia Negra", a banda de Coimbra fez os presentes recuarem até meados dos anos oitenta.  A diversão com que os cinco músicos se entregaram, e o à vontade em palco, tornaram o som algo confuso como secundário. Destaque ainda para a apresentação de um tema novo, "Ferro em Brasa".

A existência de dois palcos, fez com que por vezes as actuações se sucedessem sem nos darem tempo para respirar, pelo que, aproveitámos as sonoridades mais modernas dos Mindlock e dos Revolution Within para recuperar forças com o saboroso caldo verde à venda no recinto.

Os Process Of Guilt, já não têm nada a provar a ninguém, e como sempre, a entrega dos músicos foi total.
Com um jogo de luzes bastante simples mas eficaz (alternando entre a meia luz e a completa escuridão) e com um som que embora desequilibrado no inicio foi melhorando gradualmente, a banda de Évora esmagou os presentes com as suas poderosíssimas malhas. Em sets de curta duração as músicas ganharam uma maior intensidade e desde que se fizeram ouvir os primeiros acordes de "Waves", que a aposta da organização do Metal GDL na diversidade de sonoridades presentes no cartaz foi claramente ganha.

Uma das bandas mais esperadas do primeiro dia foram sem dúvida os Grog. Tendo estado afastado dos palcos e das gravações durante demasiado tempo, o vocalista Pedra e companhia, continuam a dar cartas no que diz respeito ao death metal de cariz mais brutal. Desfilaram temas brutais sem darem folgo aos mais desprevenidos, a metralhadora que é Rolando, Ivo , Alexandre e Pedra sideraram completamente os presentes. Pedra não parou quieto um instante do concerto, e tornou-se hipnotizante observar a aparente facilidade com que Alexandre "brincava" com o baixo. Temas clássicos como "Raped by a Virgin" (do álbum "Odes to The Carnivorous") às malhas do novo split com "Roadside Burial" e "PussyVibes" fizeram com que a actuação dos Grog fizesse jus à t-shirt que Pedra envergava ("Doa Orgasmos"). E à medida que o público pedia mais, Pedra anunciou a "teoricamente última música".
Seguiu-se o exigido e merecido encore.    

Depois do petardo que foram os Grog, os Gama Bomb estavam em maus lençóis. O próprio som não ajudou muito, com as guitarras demasiado apagadas e diversas falhas na voz. O "Happy Thrash" dos Irlandeses torna-se algo aborrecido se não desfrutado em boas condições.


Coube aos Ramp fecharem a primeira noite de concertos em Grândola assim como o melhor som da noite (relativamente mais alto inclusive que com qualquer outra banda). Com uma apresentação mais baseada em clássicos que nas novas composições (e que de alguma forma não reúnem o consenso dos fãs), Rui Duarte, vocalista, e companhia deram um concerto seguros de terem a maioria do público na mão. E embora os longos discursos entre as músicas não sejam do agrado de todos, ver a banda a interpretar "Thoughts", "Black Tie" e as covers "Walk (Run) Like an Egypsian" e "Try Again" mexeu com todos os presentes. É sempre uma alegria ver Tó Pica na guitarra e o que foi verdade para os Grog, é-o também para os Ramp. Os anos contam.

No sábado, e devido à marcação de entrevistas, não nos foi possível ver com a devida atenção os primeiros concertos da tarde. Havia especial curiosidade em ver os Hacksaw, mas certamente outras oportunidades surgirão.
 
 Os Dawnrider, foram os legítimos representantes das sonoridades mais tradicionais no segundo dia. A boa disposição de Chico, vocalista, e restantes membros da banda contagiou os presentes. O baixista pareceu-nos bem mais integrado e à vontade que no concerto que assistimos no Moita Metal Fest. As excelentes músicas doom metal parecem ganhar vida própria ao vivo e a cadência mid-tempo de malhas como "Evil Deeds" geraram um consensual headbanging.

Os Prayers of Sanity, embora com um som de guitarras algo "embrulhado" nas primeiras músicas denotam a alta qualidade do seu thrash e o motivo porque foram os dignos vencedores das Hacken Metal Battles. De facto, a cada concerto que assistimos do quarteto algarvio, a qualidade tem aumentado exponencialmente, fruto da promoção extensiva que têm dado ao vivo ao álbum de estreia "Religion Blindness". De destacar os excelentes temas "Monochromatic War" e "No Redemption".

 Aproveitámos a actuação dos Overcome para fazer uma pausa para o jantar. A presença das sonoridades mais Hardcore dividiu um pouco os presentes, embora tenham sido recorrentes os apelos do vocalista Tiago à união entre Metal e Hardcore.

Os Angelus Apatrida, eram aguardados com alguma curiosidade, motivada em parte pelo recente contracto assinado com a Century Media. Como parte de alguns concertos de pré-apresentação ao novo álbum "Clockwork", a deslocação a Grândola brindou os presentes com o seu potente thrash de influências americanas. Bastante seguros em palco, os irmãos Izquierdo assinaram um dos mais potentes concertos do dia.
Aproveitando o concerto dos For The Glory para trocar dois dedos de conversa com os alemães Contradiction, fomos surpreendidos pela curta actuação dos Fleshgod Apocalypse (motivada por uma lesão do baterista), onde não faltou contudo a cover de At The Gates presente no último trabalho da banda "Mafia".
O thrash clássico (Bay Area meets Kreator) dos alemães Contradiction, executado com a mestria de quem já anda nestas voltas desde 1989, foi uma excelente aposta de cartaz. Uma actuação bastante enérgica não obstante a banda ter estado a tocar no Porto na noite anterior.
Tal como em Évora e apesar dos músicos da banda estarem envolvidos com a organização do festival, os Seven Stiches voltaram a dar um excelente concerto. Como já tínhamos referido na análise ao Filth and Fury Fest, a banda cresce imenso ao vivo.
 
Os Unleashed foram sem dúvida o ponto alto desta edição do Metal GDL. E se por um lado alguns dos presentes gostariam que a actuação da banda se baseasse mais nos clássicos, a qualidade do último álbum mais do que justificou a escolha do alinhamento. "As Yggdrasil Trembles"  e o final com "Before The Creation Of Time" tornaram a actuação de Unleashed a melhor do festival e uma das mais potentes que assistimos nos últimos tempos.


Os Gwydion tinham deixado uma excelente impressão no Metal GDL do ano passado. E tendo em conta a saída entretanto de "Horn Triskelion" e a rodagem que a banda tem ganho pelos palcos europeus, a inclusão no cartaz deste ano foi mais que adequada. Agora, era difícil subir ao palco depois dos Unleashed...contudo, a boa disposição que Kaveirinha e os seus Vikings impregnaram no seu folk foi contagiante e os presentes mantiveram a festa em alta.

Festa que continuou pela noite dentro, com o "After Hours" de Sábado a decorrer num ambiente hiper descontraído, com direito a recuperar o espírito Glam dos anos 80.
Uma última nota para o excelente espaço, as excelentes condições de acampamento, balneários e sanitários, os preços acessíveis dos comes e bebes e a simpatia das gentes da vila que aliados ao excelente e eclético cartaz transformam o Metal GDL num dos Festivais de Topo a nível nacional. Um festival que infelizmente permanece ainda por descobrir pelo público. Enquanto o P.A. tocava o pouco metal "Grândola Vila Morena" (às seis da manhã), ainda muitos continuavam a aproveitar o excelente ambiente de convívio vivido nestes três dias na pequena terra alentejana.
 
Reportagem: Gualter Charrua
Fotografia: Gualter Charrua e Maria João
Nemesis Radio
 


Rammstein + Megadeth + Motörhead + Soulfly - Rock in Rio 2010 
O palco de todos os sonhos
Parque da Bela Vista, Lisboa - 30 de Maio de 2010
 
 
A 4ª edição do Rock in Rio em Lisboa terminou no passado dia 30, dia dedicado à música mais pesada. 36 mil pessoas fizeram a noite negra, um número abaixo das expectativas esperadas, provando mais uma vez que o metal em Portugal é enorme só para 2 bandas, bandas essas que servem de nicho a pessoas levadas pela moda, ou pelo exotismo dessas mesmas bandas.

Números à parte, chega então a altura de debruçar sobre o festival em si. Debaixo de sol abrasador em plena tarde, entram em palco Soulfly. Após ser ouvirem os primeiros acordes, o público explode, formando vários circle pits e levantando alguma poeira, tal era a energia libertada. "Refuse Resist", "Primitive", "Attitude", "Unleashed" foram alguns dos clássicos tocados, passando pela "Troops of Doom" e "Roots Bloody Roots" dos Sepultura e inclusive um cheirinho da "Walk" dos Pantera.
 
É inegável que o passar do tempo deixou Max Cavalera algo debilitado, mais gordo, o que retirou algum alcance vocal na sua prestação, por vezes com muita dificuldade. Mas nada que estragasse a prestação geral da banda. Joe Nuñez provou que na bateria em nada fica a dever ao seu companheiro Igor.
 
A seguir foi a vez de Motörhead, esperados por muitos fãs, actuar. "Iron Fist" abriu o concerto, embora uma falha de som a meio levou com que a banda abandona-se o palco por breves minutos. Assim que a recomposição do set foi concluída, foi assistir a umshow de rock n' roll puro e duro, mostrando que Lemmy e companhia estão ai para as curvas.
 
"Rock Out", "Over the top", "One Night Stand", "Tragedy" são alguns dos êxitos tocados. A terminar o trio "Killed by Death", Ace of Spades" e " Overkill", com um solo de bateria pelo meio, levou o público ao rubro, não faltado headbanging e crowd surfing.
 
Tempo de uma pausa mais longa, para recarregar baterias e fazer visitas às barraquinhas de todo o tipo, característico do Rock in Rio, seja para comer, beber ou até levar brindes.
 
Chega então a vez dos Megadeth, talvez por ventura, a banda que levou mais fãs de todo o dia. Clássico atrás de clássico, Mustaine e Broderick tomaram as lides do palco, com o recém-chegado baixista original, David Ellefson. Poucas palavras proferidas por Mustaine em todo o espectáculo, mas que já vai sendo habitual, para conseguirem tocar o máximo possível e manter as expectativas no auge.
 
Ao rubro, os fãs cantavam em sing-alone, tão ou mais alto que o próprio Mustaine, visto este ter recuperado de uma gripe recentemente e de ser alvo da má equalização do micro, o que originou em que algumas partes mal se ouvisse cantar. Sendo este talvez o único senão de todo o concerto, porque foi irrepreensível a maneira de como tocaram malhas como "Holy Wars", "Hangar 18", "Tornado of Souls", "Swetting Bullets" ou "In My Darkest Hour". Umas das melhores formações que os Megadeth alguma vez tiveram e um reconhecimento enorme para Chris Broderick que tocou na perfeição alguns dos solos característicos, criando até alguma rivalidade para com Mustaine.
 
Outra espera se seguiu, desta vez mais demorada, devido às exigências da última banda da noite. Falo claro, dos cabeças de cartaz Rammstein. As expectativas estavam altas, e quem se dirigiu ao Parque da Bela Vista, não saiu defraudado. Seja pela mística visual ou sonora, Rammstein é uma banda que não deixa ninguém indiferente. Com uma setlist pouco diferente da apresentada no Pavilhão Atlântico à uns meses atrás, foi só assistir à máquina prontamente oleada. Debitadas através de boa qualidade sonora, "Bückstabü", "Feuer Frei", "Ich Tu Wir Weh", "Du Hast" demonstraram que os alemães são os pioneiros no Metal Industrial. Algo de notar também, em qualquer concerto que eles façam, é a quantidade enorme de pirotecnia e adereços que estes usam durante os concertos. Foguetes, labaredas enormes, faíscas, fogo-de-artifício direccionado para o palco ou até mesmo um canhão de espuma usado durante a prestação da "Pussy", põem os alemães noutro patamar. Simplesmente inesquecível "Ich Will" e mais fogo-de-artifício, findaram o concerto e o próprio Rock in Rio.
 
Um dia memorável para quem esteve lá, pecando talvez pela pouca afluência de público.
Como diz o ditado: "poucos mas bons", deve ser o mote para este dia.
 
Até daqui a 2 anos! 
 
Reportagem: Bruno Aires
Nemesis Radio
 



Theriomorphic + Pitch Black + Seven Stitches + Extreme Retaliation 
Filth And Fury Fest
Ex-Celeiros da Epac, Évora -  22 de Maio de 2010
 
  


Foi com muito orgulho que este fim de semana a Nemesis Radio esteve em Évora para assistir a mais uma excelente noite de Metal proporcionada pela Sociedade Harmonia Eborense em parceria com a Old Skull Productions. O interior alentejano sempre foi uma região em que as propostas de concertos rivalizam em proporção inversa com a qualidade das bandas (bandas como os “Process of Guilt” exemplo com maior visibilidade), excepção? Sim o “Filth and Fury Fest" é uma excepção.

Ao contrário do que muitas vezes acontece por este país fora em concertos de pequena/média dimensão, os horários foram cumpridos e a demora sofrida ao jantar (era noite de futebol) fez com que só conseguissemos  chegar aos Ex-Celeiros da Epac pouco depois das 22h30. Desta forma, e para grande pena nossa, perdemos a actuação da Brigada Grind a.k.a Extreme Retaliation, uma excelente banda de Estremoz que tem tocado com bastante regularidade nos palcos nacionais, embora a demo de estreia tarde em ver a luz do dia. Mas pelo sorriso na cara dos presentes e pelos comentários que se faziam ouvir, terá sido (mais) uma excelente prestação da banda.

Pouco antes das onze, os grandolenses Seven Stitches deram início a uma prestação no mínimo devastadora. A banda tem vindo nos últimos tempos a assinar excelentes prestações ao vivo e a demonstrar uma notória evolução na sua sonoridade e qualidade. A promoverem o seu primeiro álbum "When the Hunter Becomes The Hunted" recentemente editado pela Raging Planet (embora ainda não esteja disponível nas lojas), vieram confirmar pela positiva que a atenção que tem sido dada à banda, desde o Split com Switchtense, confirma a sua evolução (especialmente ao nível do trabalho das guitarras). Embora o som tenha estado longe de perfeito nos momentos iniciais, (de facto a sala é demasiado pequena para um volume de som tão alto) com a voz e a bateria a tirarem algum do (mais que) merecido protagonismo à excelente dupla de guitarristas que Bixo e André fazem, a prestação da banda correu sem mácula e com um enorme à vontade, salientado por uma já clara base de seguidores. Nem o facto de não terem feito som beliscou a prestação do colectivo. De facto os temas novos demonstram o excelente nível técnico da banda (mais afastada de algumas influências core dos primeiros tempos da banda), hoje em dia bem mais próximo de um Death Metal técnico mas sempre marcado pelo groove (referência também para o excelente  trabalho de baixo de André) e bem mais próximo de nomes como Origin do que de qualquer corrente mais core.

Os Pitch Black mostraram que as frequentes trocas de vocalista em nada beliscaram a entrega letal (ultrapassaram bem as alterações de vocalista). A experiência acumulada ao longo dos anos (desde 1995 ainda sob o nome Withering) solidificou a "Thrash Killing Machine", tornando a banda um dos portas estandartes do Thrash nacional. Com um som de guitarras bem na frente, a banda do Porto demonstrou um excelente à vontade e profissionalismo. E embora seja impossível ouvir a banda e não pensar imediatamente em Slayer, o cheiro a "anos oitenta" é bem condimentado com um toque de modernidade e faixas como "One of Them" demonstram-no na perfeição.

Coube aos Theriomorphic fecharem com chave de ouro uma noite em que  a qualidade e o excelente Ambiente foram palavras chave. Tendo assistido à apresentação do álbum  (ao lado dos Decayed) e à brutal apresentação no Metal GDL de 2009 (onde os Therimorphic foram sem dúvida uma das grandes bandas do festival), não esperavamos  nada menos que uma excelente prestação do colectivo lisbonense. Ainda mais porque a apresentação por terras alentejanas foi de um difícil parto. Beneficiando  do melhor som da noite (com o volume geral mais baixo mas igualmente poderoso), os Theriomorphic não defraudaram as expectativas dos muitos metaleiros que se deslocaram a Évora. Ainda a promoverem "The Beast Brigade", Jó & Cia assinaram uma excelente prestação. O seu Death Metal é tudo menos linear e a diversidade de influências que  fazem dos  Theriomorphic uma banda que soa a si mesma.

O final da noite foi de amena cavaqueira com a cerca de centena e meia de presentes (embora os números oficiais ainda não tenham sido divulgados), ao som de um set de grandes malhas proporcionado pelo DJ Old Skull.
 
Em resumo, uma excelente noite de Metal numa quente (mas não sufocante) noite alentejana, pautada pela excelente organização, pela alta qualidade do cartaz e da companhia. O Interior Sul do país ganha cada vez mais um espaço de destaque dentro do circuito de concertos das bandas nacionais, confirmando que a união entre a Old Skull e a Sociedade Harmonia Eborense tem sido uma excelente forma de mostrar ao muitas vezes esquecido interior o que de melhor se faz por cá em termos de Metal. É também de salientar a entrega do público, bem mais participativo que em muitas outras salas por esse país fora. Nota negativa apenas para o volume do som nas primeiras bandas, demasiado alto para uma sala de pequenas dimensões, por vezes roçando os limites do suportável.
 
 
Reportagem: Gualter Charrua
Nemesis Radio
 


Metallica
Uma noite magnética
Pavilhão Atlântico, Lisboa -  19 de Maio de 2010



 
Pelo quarto ano consecutivo, os americanos Metallica voltaram mais uma vez ao nosso país para um concerto, desta vez, em recinto fechado. Foi num ambiente de grande ansiedade e boa disposição, que o Pavilhão Atlântico abriu as portas (pela segunda vez) para receber a legião de fãs de um dos grandes nomes da música pesada.


Quer se goste ou não, o facto é que poucas bandas conseguem conquistar uma tão grande variedade de público como os Metallica. Se havia dúvidas em relação a isso, bastou assistir a um dos dois concertos que a banda deu em solo nacional nos passados dia 18 e 19 no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Crença, idade ou estilo de vida, tudo se diluiu em mero pormenor quando chega o momento de, em grande comunhão, se celebrar a noite a som de temas míticos como “One”, a sempre mágia “Nothing Else Matters” ou “Master of Puppets”. Metallica é sempre Metallica, e prova disso é a crescente legião de fãs (jovens) que a banda tem vindo a acumular nos últimos anos. A ajudar, sem dúvida, encontra-se a corrente de concertos sucessivos que a banda, nos últimos quatro anos, tem dado no nosso país, conquistando tudo e todos, com uma fonte de energia renovada com que tem abençoado o público português sem deixar ninguém indiferente.

Num formato um pouco diferente, com um pouco convidativo palco 360º a ocupar o centro do recinto do Pavilhão Atlântico, e com os atrasos do costume a proporcionar um momento de lazer antes do início do espectáculo, estreou-se o palco ao som dos High on Fire que, durante perto de uma hora com uma qualidade de som perto do desastroso, pouco ou nada convenceram os presentes. Abandonando o palco perante uma plateia pouco convencida, seguiram-se os dinamarqueses Volbeat que, apesar de detentores de uma sonoridade que talvez pouco dissesse a quem ali se encontrava, animaram aqueles que, ansiosa e inquietamente, aguardavam pelo momento alto da noite: a entrada em palco dos Metallica.

Finalmente, num apagar de luzes, os primeiros acordes de “The Ecstasy of Gold” fizeram-se ouvir por todo o recinto, seguidos de “That Was Just Your Life”, tema do seu mais recente álbum Death Magnetic. Durante cerca de duas horas de concerto, num espectáculo que envolveu pirotecnia (de resto, como de costume) entre outros atractivos, a banda instalou o caos, levando o recinto completamente cheio ao rubro, num alinhamento que juntou temas dos álbuns mais antigos (“For Whom the Bell Tolls”, “Sad But True”, “Motorbreath”), com temas de Death Magnetic como “Cynadine”, “The Day that Never Comes” ou “All Nightmare Long”. Em jeito de despedida, e num acto de pura comunhão com os faz, Hetfield pediu para que se apagassem todas as luzes e que todos cantassem em uníssimo “Seek and Destroy”, terminando assim mais uma monumental passagem da banda americana por Portugal, deixando a promessa de um regresso próximo, o qual, como sempre, não passará despercebido.


 
 
Reportagem: Rita Cipriano
Fotografias gentilmente cedidas de telemóvel
Nemesis Radio
 

 
Alcest + Pestilência + Lobo
O Romance de uma viagem eterna
Side B, Benavente -  15 de Maio de 2010



 
Existem momentos que não se repetem. Momentos estes que parecem caminhos eternos de chama divina. Momentos estes que se contemplam de olhos fechados, por quem quer que seja. Instantes onde o poder de uma banda se mostra como uma máquina de passar a ferro que nos passa por cima e deixa uma marca eterna na alma. Bem vindos ao conto francês chamado Alcest.


O Side B localizado em Benavente, nos limites do castelo de Coruche,  é um bar com uma programação acima da média  nas vertentes mais “pesadas”  do rock, recebeu os franceses Alcest no dia de ontem. 
Mas, primeiro vamos falar das duas bandas de suporte. 

Os Lobo  que lançaram o EP “Alma” são uma das melhores bandas do pós-rock nacional. Com uma apresentação curta composta por 4 músicas, a banda de Setúbal mostrou a sua fúria acomodada por uma bateria
que compassava todas as músicas, riffs poderosos e arrastados e um teclado que ajudava a construir as suas atmosferas negras como se tivéssemos a acompanhar as caminhadas de um lobo por toda a serra
da Arrábida.

Quanto aos Pestilência, banda de João Galrito e sitiada em Amora, são delírios (nome do álbum editado) do rock mais experimental e negro. Exemplo disse as músicas geometricamente construídas como “Gnosis”
e “Aura de Loucura” que transformaram o concerto num belo teatro  de Black Metal e devaneios de ausências espaciais e lapsos de memória, como citado pela banda.

A plateia do Side B trajava t-shirts de Black Metal e do Rock mais pesado e  progressivo e toda ela esperava pela presença em palco dos Alcest para apresentarem o seu último álbum “Écailles de Lune”. 
Esta banda, formada em 1999 por Neige, vocalista da banda, e outros dois membros, que abandonaram o projecto, é agora um projecto a solo, cada vez mais acompanhado pelo estilo Shoegaze e menos pelo Black Metal.   


O romance de uma viagem eterna chega com os primeiros acordes de “Printemps Émeraude” constituída por riffs celestiais e brisas lunares que começaram a encantar toda a assistência.  Como que embalados, fechamos os olhos e deixamo-nos levar. Deixamo-nos levar para onde a nossa mente quiser: camas flutuantes, estranhas flores em prateleiras no nosso quarto,  paixões impossíveis, passeios no campo, telefonemas com distancias infindáveis.  Todas estas experiências são transformações prazerosas.

“Les Iris”  do álbum de 2007 “Souvenirs D' Un Autre Monde”  é um sonho de Neige que, acompanhado pela voz do guitarrista Zero, criava uma sinergia perfeita dentro e fora do Side B. Nunca o rio Sorraia , que delimita Benavente, sentiu as suas duas margens tão próximas.

Com “Écailles de Lune (Part1)”, a guitarra de Neige perdia-se no fumo, e nós perdiamo-nos em viagens, em olhares no horizonte de olhos bem fechados. Os minutos passavam, levemente arrastados.
Sorriamos pela beleza das melodias, purificávamo-nos a cada instante. Magia!

“Souvenirs D’Un Autre Monde” e  “Percées de Lumière” transportam-nos a tempos que nunca existiram , musicas feita com cores, poesia cantada, o melhor“Blackgaze” (fusão entre Black metal e Shoegaze”)!
O baterista Winterhalter com a sua maravilhosa secção rítmica metamorfoseava os nossos batimentos cardíacos em raios de esperança para um mundo melhor. Não é lamechas. Quem não se sentiu assim? 

O encore trouxe-nos “Élévation” e o poeta Baudelaire. Descemos aos caminhos perpétuos do inferno, ao abismo da nossa alma. Trazemos à luz do Side B todos os nossos medos e os magos  Alcest dão-lhes luz, convertem-nos em desejo pela vida.  Gritos que nos elevam às virtudes mais nobres do ser humano. Abrimos os olhos e seguimos a nossa viagem eterna num espaço só nosso chamado: Alma!
 
 
Reportagem: Marco Moutinho
Fotografia: Andreia Moutinho
Tratamento de Imagem: Nélia Olival
Nemesis Radio
 

 

NEMESIS RADIO BIRTHDAY PARTY
Covil Bar, Almada - 8 de Maio de 2010

 
Foi por entre Balões Pretos e Vermelhos, Cartazes, Música, Convidados e muita Animação que a NEMESIS RADIO assinalou
e celebrou o seu primeiro Ano de Vida!!


 
Numa Noite em que a chuva também deu o "ar da sua graça", no Covil Bar, não faltou a boa disposição, com a animação musical dos DJs Nemesianos que ofereceram a todos os que se deslocaram àquele bar, o melhor da música. Com direito a um Menu Nemesiano e Shot (preparado especialmente para a ocasião) como digestivo, muitos foram os que disfrutaram de um jantar convívio, onde pela primeira vez se reuniu a quase totalidade da equipa que constitui a Nemesis Radio.

Á meia noite, ao som dos Arch Enemy e do tema "Nemesis" cantaram-se os Parabéns, enquanto na tela gigante passava uma apresentação onde, de uma forma genérica, foram vistas fotos dos melhores momentos deste primeiro ano de actividade da Nemesis. Desde os concertos às entrevistas, jantares e animadas festas...muitos foram os que nas fotos conseguiram ver as suas "figurinhas", enquanto toda a equipa em uníssono cantava, aplaudia e finalmente soprava a singela mas tão significante vela.

Tempo houve também para serem ditas algumas palavras que a Direcção preparou para o momento, e uma vez mais relembraram-se todos os momentos de especial relevância para a vida e crescimento da nossa jovem rádio.

Destaque para os momentos de "amena cavaqueira" em que foram relembrados os primeiros momentos do nascimento da rádio, na altura como XD Radio Rock (http://xdradiorock.blogspot.com) em que para memória futura ficou o primeiro tema que foi para o ar naquela madrugada do dia 5 de Maio de 2009, mais precisamente às 3:46 da manhã, hora em que do Dj Automático se faziam escutar os My Dying Bride com o tema "Roads". Estes e muitos outros momentos foram relembrados com saudade, mas ficou a certeza de que a equipa está mais unida que nunca e motivada para mais um ano de trabalho.

Agradecemos a todos os nossos ouvintes por este 1º ano cheio de "loucura" saudável, por acreditarem em nós e sobretudo por continuarmos a ser dignos da vossa preferência.

Obrigado a todos os que de uma forma ou de outra nos ajudaram e continuam a ajudar a crescer diariamente...

porque...quem está connosco...merece sem dúvida o melhor!!

Não Somos Melhores, Somos Diferentes!!


 
Texto: Sofia Rebocho
Tratamento de Imagem: Nélia Olival
Nemesis Radio
 

 

Clan of Xymox + Phantom Vision + La Chanson Noire
Cine–Teatro de Corroios - 1 de Maio de 2010
 


 

 
Em Portugal, existe nas “catacumbas” do panorama musical português, um clã sedento e nostálgico, que ouve Goth/Rock e se mostra ao mundo poucas vezes por ano. A razão do singular aparecimento nesta altura, foi a presença dos Clan of Xymox, dos “Nosferatu” do Goth/Rock e Darkwave, que souberam alimentar os fãs de músicas intemporais e sedutoras. 
 
Já a lua cobria o Cine-Teatro de Corroios, e o projecto de Carlos Monteiro “La Chanson Noire”  mostrava-se aos presentes com música portuguesa impopular, tal como o próprio a define. Carlos Monteiro, trilhou um concerto recreativo  e audaz, já com os novos temas de “O Bordel de Lúcifer”. Sem impressionar, o concerto acabou por ser bem aceite pelo público presente.

Seguiram-se os Phantom Vision, banda de Pedro Morcego com um concerto eficaz.  Ao som de “Colors” e vestido de pijama, Morcego começou a mostrar aos portugueses o porquê de serem os Clan of Xymox a sua principal influência: voz com display e sintetizadores que ressoavam electrónico dos anos 80.  Tirado o pijama, o vocalista estava incontrolável ao som de “Millionaire” e “Total Eclipse”, provocando os presentes com cenas eróticas com o suporte do micro, chegando mesmo a mostrar os órgãos genitais à audiência. Destaque para a presença de uma bailarina de “dança do ventre gótico”, acréscimo de beleza ao concerto, e que  acabou por acalmar fisicamente, o Morcego.

O momento da catarse chega, com alma e coração, sem códigos de ética, ao som de “Love got Lost” com o vocalista e mentor dos Clan of Xymox, Ronny Moorings, a começar um concerto simplesmente apaixonante. Apesar de comparados com bandas como os The Cure e Joy Division, os Clan of Xymox, souberam sempre construir o seu “altar” musical de uma forma marginal, longe do mainstream, tornando-se desta forma o melhor dos segredos do Goth/Rock. Este concerto provou isto mesmo.

Músicas como “In Love we Trust”, “Hail Mary”  e “Emily”, não só desvendaram  que o amor e a beleza feminina sempre foram uma temática da banda, como se tornaram sombras de um imaginário corvo que percorreu todo o cine-teatro  e “assombrou” as almas dos presentes. O Público, zombies dançantes, como se de um filme de George Romero tivessem saído, respondia com aplausos e gritos.

“Heroes”, cover de David Bowie, tornou-se o momento alto do concerto com Ronny a lembrar os presentes que todos um dia seremos heróis. Genial a cover!  Tendo como fio condutor um teclado que disparava um ambiente melancólico, os Clan of Xymox criaram ao longo de todo o concerto poesia visual e sonora, dramática por vezes,  não ficando o público indiferente a temas como “ “Weak my Knees” e “No Tomorrow”.

Três encores são ostentados, com pequenas pausas entre eles,  onde “Louise” e “Cry in the Wind” se destacaram e exploraram o desejo de pensar sobre a temática do  amor e sobre o lado mais negro e belo da alma.  Com o final do concerto, chega a certeza de que o Goth/Rock ainda não se esgotou, e que os seus fãs não devem esperar tanto tempo por concertos deste género musical.

O Mundo precisa desta beleza. Fica a sugestão.

 
 
Reportagem: Marco Moutinho
Fotografia: Fernando Tina
Nemesis Radio
 
 
 
After Party CLAN OF XYMOX com a presença da banda
Metropolis Club

 
Fotografia: Fernando Tina
Nemesis Radio
 

 
PAGAN ALTAR+Drakkar+Dawnrider+Midnight Priest+Rising Force+Incoming Chaos
A Pagan Altar high, from beyond the stars
Revolver Bar, Cacilhas  -  24 de Abril de 2010



 
Após a primeira presença em Portugal no ano passado, os ingleses Pagan Altar voltaram mais uma vez ao nosso país para um concerto no Revolver Bar em Cacilhas, como cabeças de cartaz de evento organizado pela 666% Metal, partilhando o palco com mais cinco bandas nacionais.


Com a hora da abertura das portas marcada para as quatro e meia da tarde e com os devidos atrasos, os portugueses Rising Force inauguraram o palco perante o pequeno espaço quase vazio do Revolver Bar, onde os poucos presentes no recinto se agrupavam junto do bar e da banca de merchandising.

Por volta das seis e meia da tarde, subiram ao palco os Incoming Chaos, projecto datado de 2008 e que promete, sem nunca perder o tom forte, dar continuação aos antigos Ode Odium, juntando os antigos membros à belíssima voz de Mena Tanqueiro. Após uma entrada majestosa e a resolução de alguns problemas técnicos que marcaram o início da actuação e, de resto, todos os concertos ao longo deste final de tarde/início de noite, durante cerca de uma hora a banda animou os poucos presentes com o seu metal gótico elegante, contado com a simpatia da vocalista que, mantendo um diálogo constante com o público, ia antecipando os temas tocados. Músicas como “Secret Lust”, “Wolf King”, contando ainda com um novo tema, “End of This”, e a fechar “Lies”, fizeram parte do pequeno set de dez músicas tocado pela banda.

Perto das 20 horas o pequeno recinto encheu para receber os conimbricences Midnight Priest que, num estilo oldschool, prometiam animar a noite com o seu Heavy Metal à antiga. O primeiro tema, “Rainha da Magia Negra”, pareceu convencer, arrancando o público da inérsia que tinha mostrado até então e, atribuíndo à banda, a primeira grande ovação da noite. Convidando ao headbang e num espírito descontraído, até os fãs de Judas Priest tiveram direito a uma dedicatória com “Numa Campa de Cristal”. Ao fim de cerca de quarenta e cinco minutos de uma grande exibição cheia de energia (contagiando até os mais recatados), o público não resistiu a pedir “mais uma”. Introduzida com um “não há mulher que resista, não há fogo que não arda”, “No Calor do Inferno” fechou um concerto que soube a pouco, deixando o público, inconsolável, a pedir “mais uma”.

Depois de um intervalo para jantar, durante o qual foi possível para alguns ver a primeira subida ao palco dos Pagan Altar durante o soundcheck (sendo que a maioria se encontrava no exterior do recinto, conversando à porta), foi a vez dos Dawnrider. Por volta das 22 horas, o pequeno recinto depressa voltou a encher para receber a banda lisboeta. Após de um início ao som de “Walking Blind”, “Divinity Revealed” serviu de homenagem a Peter Steele, vocalista da icónica banda Type o Negative, falecido no passado dia 14 deste mesmo mês. Mantendo um constante diálogo com os presentes entre todas as músicas, mesmo quando pouco ou nada havia para dizer, a banda foi animando e cativando o público, um pouco parado (à excepção das primeiras filas), ao longo de todo o concerto. Já perto do final, um apelo foi feito fãs de Heavy Metal e um agradecimento especial àqueles que tornaram aquela noite numa “boa noite de Heavy Metal”, finalizando com um tema mais calmo, “Iriania” (um tema um pouco longo do seu mais recente trabalho, “Two”, de 2009), onde o público, em uníssono, cantou “sufoca-me pela última vez”.

Seguiram-se os Drakkar, projecto que conta já com uma década de existência. Porém, nem o excelente Power Metal desta banda, a par dos vários incentivos de Pedro Arroja, vocalista, pareceu arrancar o público da inérsia que, talvez tomado pelo cansaço dos quatro concertos posteriores, parecia ter tomado conta do espaço. Durante perto de uma hora, temas como “Loneliness”, “Midnight Madness”, “Winds of Sorrow” e “Vingança do Dragão” fizeram-se ouvir e, a jeito de encore, uma cover dos ingleses Iron Maiden, “Wasted Years”, fez as delícias do público.

Perto da uma da manhã subiram finalmente ao palco os tão esperados Pagan Altar, banda inglesa formada em 1978 liderada por Terry Jones. Iniciando o ritual com “Pagan Altar”, tema do seu primeiro trabalho, durante duas horas de pura magia, com Jones a mostrar ainda muita energia (e com os membros mais novos a trazer uma nova vivacidade à banda), o público foi levado a revisitar os três álbuns da banda, através de um reportório com ênfase no seu último trabalho, “Mythical & Magical” de 2006, numa excelente prestação, que culminou na música de onze minutos, “Armageddon”.

Apesar dos problemas de som terem sido uma constante, tudo foi feito para proporcionar àqueles que se deslocaram até Cacilhas os melhores concertos possíveis onde, todas as bandas sem excepção, com grande energia, contagiaram o público. Num espírito de grande convivência e celebração, onde o espírito oldschool e a paixão ao Heavy Metal estiveram sempre presentes, apesar do pouco público, esta foi sem dúvida uma grande noite de metal nacional, que culminou na subida ao palco dos intemporais Pagan Altar. De resto, uma grande iniciativa por parte da organização que, esperemos, não seja a última.

 
 
Reportagem: Rita Cipriano
Nemesis Radio
 

 
 
PAINTED BLACK + Primordial Melody + Rotura
Metal Horror Picture Show III
Moagem - Cidade do Engenho e das Artes (Fundão)  - 16 de Abril de 2010

 
 
Um ano depois, os Painted Black voltaram aos concertos para provar que a paragem foi necessária e de grande produtividade.
Já com o álbum gravado e pronto a ser lançado (dia 3 de Maio), os Painted Black trouxeram uma set list recheada de novidades ao METAL HORROR PICTURE SHOW III.
 

A abertura das hostilidades ficou reservada à jovem e promissora banda Rotura. Com mais de meia casa composta o quinteto da Covilhã dá início à noite que viria a ser grande.
Destaca-se o tema “A Morte Está a Chegar”, em que o publico aderiu com toda a garra cantando em uníssono com o vocalista e juntando algum mosh pelo meio.

Nota de destaque para os Primordial Melody, banda de Chaves que entrou para “rebentar” com tudo. Começando com uma grande energia, João Cancelinha (vocalista) desde cedo mostrou estar ao seu melhor nível puxando pelo público incentivando-o ao circle pit e ao mosh. A banda mostrou sempre uma grande interactividade com o público, proporcionando uma fabulosa noite a todos os presentes.

O momento alto da noite estava para breve. Depois de alguns ajustes no som e no palco, finalmente entravam em cena os Painted Black. Como já foi referido os Painted Black traziam
na bagagem vários temas do novo álbum que será editado no próximo mês de Maio. Iniciando com duas músicas de “Cold Comfort”, os Painted Black deliciaram o público com “Nightshift”, música adorada por muitos. Logo depois, um dos grandes momentos da noite em que Daniel Lucas (vocalista) dedica a música “Cold Comfort” ao recentemente falecido Peter Steele
dos Type O Negative. O público, sempre fiel aos Painted Black, mostrou-se sempre interactivo com a banda. Quantas às surpresas, essas ficaram guardadas para o fim. Depois de um primeiro encore os Painted Black tocaram um pequeno medley de músicas dos Ep’s  “The Neverlight” e “Verbo”. A banda deixa o palco, mas o público continuava a gritar por mais, eles não resistem e voltam para tocar um pouco da “Black No. 1” de TON, finalizando a noite com o single “Winter (Storm)” que foi a cereja no cimo do bolo. Fica o carinho demonstrado pela banda para com os fãs e todo o público presente, sempre extremamente acessíveis para autógrafos e fotos.

Assim se fez uma grande noite de música e metal nacional de grande nível.
 
 
Reportagem: André Franco
Tratamento de imagem: Nélia Olival  
Nemesis Radio
 

 
 
 
ROCK FAKTORY - Oioai e os Velhos e… boa música
Portuguese rock is not dead
Lx Factory - La Dolce Productions - 10 de Abril de 2010
 
 
“Oioai” fora, sem qualquer reticência, a palavra que mais se pronunciou na primeira hora antecedente à “big party” que a La Dolce Productions encetou no passado dia 10 do corrente mês na sala Factory do Espaço Lx Factory: Oioai, tenho o depósito do carro na reserva; oioai, onde estou afinal; oioai, perdi-me; oioai, Alcântara fica muito para trás; oioai, que estou eu a fazer na Baixa Chiado… Enfim, o prelúdio, diria, duma noite promissora de divertimento e descontracção.
 
 
Chegado finalmente ao Espaço Lx Factory, a multidão imparavelmente crescente acusava o espaço onde se desenrolariam as premissas duma expectante produção. Os talentosos Oioai, com sensivelmente uma hora de atraso, abriam as cortinas a uma madrugada duradoura e persistente. Em fugazes minutos mobilizaram fãs e leigos, que ao rubro faziam oscilar o chão que encima, na sala Factory, a pista de dança onde dois dj’s animavam o espírito “dancing”dos mais versáteis. Esta banda, constituída por quatro elementos revelou e rebelou animicamente a grande aposta nacional no rock alternativo em bom português. Obtiveram a mais calorosa resposta do público ao primeiro instante, saltar foi o verbo imperativo em todo o tempo de concerto, qual pretérito imperfeito conjugado pelos acabrunhados.
 
Apesar de alguns imprevistos em nada desejáveis, relativos ao som, como foi, a exemplo, o caso de microfones desligados, uma ou outra nota desleixada mas rapidamente aperfeiçoada, foi sem a menor dúvida um concerto despoletador de energia e êxtase. Finda a primeira actuação, regressavamos ao r/c a fim de consumir, claro está, a boa da cerveja. João Neto, guitarrista lead dos oioai marcou presença no bar e fazia-se misturar com o público. Se em cima a multidão sufocava, em baixo o cenário não era diferente, valiam as ritmadas percussões house para cativar um espacinho que fosse.

Chegara a vez de “os velhos” subirem a palco e demonstrarem a real idade das suas músicas. Das suas sonoridades era projectada uma juventude de tal modo irreverente e irrequieta, que transformou totalmente a atitude do público, pareciam possessos, transfigurados, totalmente indiferentes ao género (masc., femin.) quando se tratava de despontar empurrões. Foi uma actuação contagiante, forte e muito portuguesa.

Cessava, enfim, a segunda e última banda, era a vez de os dj’s, Djs STORY TELLERS, Dj LG, Dj TWOFOLD e Dj KAYASHI, darem de si. Grandes clássicos como The Doors, The Cure, Depeche Mode, The Killers, fizeram as delícias dos saudosistas que aplaudiam e trocavam sinalética com os dj’s.
Enfim, uma grande festa, uma grande produção.


Reportagem: José Maldonado e Andreia Moutinho
Tratamento de imagem: Nélia Olival  
Nemesis Radio
 
 

 
SEPULTURA + Armed for Apocalypse + Crowbar + Hamlet
O regresso às raízes
Cine-Teatro de Corroios  - 08 de Abril de 2010
 
 
Após a presença no festival Ilha do Ermal em Agosto do ano passado, os brasileiros Sepultura voltaram ao nosso país para mais um concerto, desta vez no Cine-Teatro de Corroios, trazendo consigo os norte-americanos Armed for Apocalypse, Crowbar e ainda os espanhóis Hamlet.
 
 
 
Com a abertura das portas marcada para as 19 horas, antes da hora já eram muitos aqueles que se encontravam nas imediações do recinto. Bebendo e conversando, assim iam matando o tempo. Com um atraso de quase uma hora, lá foram abertas as portas fazendo denotar um recinto ainda a meio gás. Tudo foi pensado: até uma televisão foi levada para que, entre copos e guitarradas, fosse possivel assistir ao Benfica-Liverpool.

Por volta das oito e meia da noite os norte-americanos Armed for Apocalipse subiram ao palco, espantando numa meia hora repleta de energia que conseguiu contagiar até os mais sossegados. Pela primeira vez em Portugal, esta pequena banda americana apenas com um álbum editado, convidou cada um dos presentes a juntar-se com eles, pedindo um circle pitt ao público ainda um pouco parado.

Às nove entraram os espanhóis Hamlet. O recinto apresentava-se já mais composto, com os presentes dividindo olhares com o palco e o jogo do Benfica, que por esta altura ainda decorria. Com uma pequena setlist de apenas sete músicas, incorporando temas como “Al Lado”, “El Hábil Reino” e “La Tentación”, prestando especial atenção ao seu mais recente álbum “La Puta y el Diablo” de 2009, aqueles que preferiram os madrilenos, depararam-se com um concerto energético, de cerca de hora e meia, onde a interacção entre o vocalista J. Molly e o público foi constante, saltando e marcando o ritmo numa dança furiosa.

Com a chegada dos também norte-americanos Crowbar, já com 21 anos de carreira na bagagem e também pela primeira vez em Portugal, ouviu-se a primeira ovação da noite. Muitos eram aqueles que, junto às grandes, aguardavam ansiosamento pela chegada de Kirk Windstein (único membro fundador ainda presente) e dos restantes membros da banda. Por volta das nove da noite, terminado o jogo do Benfica para a Liga Europa, o público pareceu ter despertado, recebendo a banda de braços abertos. Em hora e meia de concerto, a banda de New Orleans animou fãs e curiosos, que se juntaram em jeito de celebração abrindo o primeiro circle pitt da noite. No fim do concerto, os Crowbar juntaram-se perto do bar para trocar algumas palavras com os fãs que por ali se encontravam, e com aqueles que esperavam pelo cabeça de cartaz da noite, os Sepultura.

Às onze ouvem-se os primeiros acordes da tão aguardada banda. Passado menos de um ano do último concerto dado em território português, os brasileiros regressaram para nos apresentar mais uma vez o seu mais recente álbum (editado em 2009), “A-Lex”.

Fundada em 1984 pelos irmãos Max e Igor Cavalera, os Sepultura depressa se tornaram uma das bandas mais importantes no panoramo do heavy metal brasileiro com repercussões a nível mundial. Juntando elementos tradicionais do heavy, associados a elementos tribais e de música popular brasileira, criaram assim um dos traços que torna a banda tão característica. Com a saída de Max Cavalera em 1996, por altura do aclamado álbum “Roots”, que acomulava as funções de vocalista e guitarrista, os vocais foram entregues a Derrick Green, membro desde então.

Apresentando um concerto onde os temas de “A-Lex” tiveram destaque, contrabalançando os temas mais antigos com os mais recentes álbuns da banda, foram porém os clássicos que fizeram sucesso perante os presentes. Músicas como “Arise”, “Refuse Resist” ou ainda “Dead Embryonic Cells”, fizeram as delícias daqueles que se tinham deslocado até ali para ver a banda brasileira. A tanta vez pedida “Roots Bloody Roots” chegou já no final da noite, instalando a loucura que tomou conta do pequeno espaço do Cine-Teatro de Corroios, onde ninguém lhe ficou indiferente.

Ao fim de cerca de oitenta minutos, a banda despediu-se, fechando assim a pequena maratona de mais de cinco horas de música, onde nem a energia nem a boa disposição faltaram,
e demonstrado que apesar das quase três décadas de carreira, os Sepultura ainda têm muito para dar.
 
Reportagem: Rita Cipriano / Michelle Fernandes
Tratamento de imagem: Nélia Olival  
Nemesis Radio
 
 

 
Nemesis Act V
II Feira Esotérica, Covil Bar, Almada - 02 de Abril de 2010
 
 
Mais um Nemesis Act, sendo este o quinto, a contar com a presença da nossa DJ Absiinthe para nos proporcionar uma noite de música boa, na II Feira Esotérica do Covil Bar, Almada.


 

 
LEAVE'S EYES
Leave's Eyes brindam público!
Santiago Alquimista, Lisboa - 05 de Abril de 2010
 
 
Noite em cheio no Santiago Alquimista, em Lisboa, com Leave's Eyes liderados pela bela Liv Kristine, ex- Theatre of Tragedy.
Concerto que mostrou ao povo lusitano o porquê do projecto Leave’s Eyes ser uma referência do género gótico-sinfónico.
 
 
 
Após uma longa espera, de cerca de 1 hora, e com pouco mais de centena e meia de pessoas ouve-se a intro. De rompante entram Liv Kristine e o resto da banda no palco para nos apresentarem o novo álbum,"Njord" como aperitivo especial.

Com "My Destiny" e "Emerald Island" abriram-se as hostes, ao qual o público respondeu muito bem. O vocalista, Alexander Kull, não fazia ninguém parar, puxando sempre pelo público, um ponto forte desta banda. Os restantes membros da banda estiveram sempre com um grande à-vontade em palco, tocando de uma forma exímia. Por entre sorrisos e vários discursos entre músicas, notou-se uma afeição e carinho entre banda e público tal foi a simpatia e humildade do grupo.

De seguida recuou-se ao tempo do álbum "Vinland Saga", para nos apresentarem "Farewell Proud Men", onde se pôde comprovar, sem sombra de dúvidas, que Liv Kristine, continua com uma voz de atingir as mais variadas notas sem qualquer tipo de dificuldade. "Take the Devil in Me" e " Solemn Sea" seguiram-se na set-list.

Após um breve discurso, ouvimos " At Heaven's End", música que nunca tinha sido tocada ao vivo, obsequiando assim o público português ali presente."NorthBound" e "Ragnarok" fizeram o público regressar ao novo álbum. De realçar o som, que esteve sempre coeso e audível ao longo do espectáculo."Elegy" foi a música seguinte, que fez os fãs vibrarem e cantarem em uníssono. A terminar, "Frøya's Theme" e "Nine Wave Maidens", esta última já em formato encore, deixaram os fãs a sonharem por mais. Tal não foi possível pois tinham uma longa viagem até à Alemanha, no tour-bus, sem paragens.

Apesar de curto, o concerto foi memorável. A banda ainda presenteou a audiência com um, não planeado e curto, Meet & Greet no espaço do concerto, com cada membro a tirar fotos e a dar autógrafos, sinal claro de bondade e simpatia. Sem dúvida uma noite agradável e especial em que os Leave's Eyes mimosearam o público presente.
 
 
Reportagem: Hugo Silva / Bruno Aires / Andreia Moutinho
Tratamento de imagem: Nélia Olival  
Nemesis Radio
 
 

 
EPICA + FANTASY OPUS
UM CONCERTO ÉPICO!!
Incrível Almadense - 28 de Março de 2010
 
 
Depois de adiado o concerto do passado dia 1 de Novembro do ano transacto, os Epica finalmente actuaram no Incrível Almadense,
em Almada.

 
Para os que já se encontravam no Incrível Almadense ali desde cedo, a espera tornou-se curta, entre piadas de amigos, de mochilas às costas, confraternizavam entre eles, o que reduzindo
de certo modo a ansiedade que antecedia a abertura das portas bem perto das 20h00.

A sala encheu, com perto de 2000 pessoas para receber estes “senhores” holandeses, que por sua vez, retribuíram com agradecimentos aos fãs o facto do concerto ter sido adiado,
deveras gratificante.

Houve ainda oportunidade para ver e ouvir a banda nacional Fantasy Opus que interpretaram alguns dos seus principais singles, dando primazia ao seu mais recente projecto,
Beyond Eternity.

 
O momento que todos esperavam chegou, depois de feito um pequeno ajuste de som e luzes, com a presença em palco  dos músicos dos Epica, Coen Janssen (teclas), Ariën van Weesenbeek (bateria), Mark Jansen e Isaac Delahaye (guitarristas), Yves Huts (baixo). Ficou reservado nos segundos seguintes um momento sui generis , quando se ouviu o primeiro grito histérico de uma fã gritando o nome de alguém que viria para dar um ar angelical, encantador e feminino ao concerto, Simone Simons, vocalista da banda.

Os músicos da banda cativaram o público com temas como, “Sensorium”,” Imperial March”, “Martyr Of The Free World”, “Unleash”, “Mother Of Light”, “The Last Crusade”, “Kingdom of Heaven”, “Sancta Terra” e o brilhante “Cry For The Moon”, entre outras.

Simone provou estar já recuperada das suas cordas vocais, brindando os fãs com a sua voz angelical e a audiência correspondeu em coro.

Por entre gritos, coros e headbangs os Epica mostraram, sem dúvida, a qualidade de uma banda com um fantástico baterista, um guitarrista virtuoso, fazendo esquecer que aquele dia do mês de Novembro em que adiaram o espectáculo, deixando centenas de fãs descontentes. Era impossível recordar isso depois de um espectáculo assim.
 
 
 
Findado o concerto, era o momento da interação com o público, distribuindo alguns autógrafos e dando a possibilidade de registos fotográficos, entre uma bebida e um pouco de ar fresco à entrada do recinto.

Mais tarde, no Covil Bar realizou-se um “Meet and Greet” onde se juntaria o baterista da banda para um momento de descontração e muita animação, fazendo ele mesmo alguns pedidos ao Dj de serviço.  
 
Reportagem: Hugo Silva
Fotografia: Fernando Tina
Tratamento de imagem: Nélia Olival  
Nemesis Radio
 
 

 
THEATRE OF TRAGEDY + WHERE ANGELS FALL 
A despedida, afinal não é uma tragédia. 
 Cine Teatro de Corroios - 20 de Março de 2010
 
 
Definitivamente a expectativa, geradora de ansiedade e de algum nervosismo miudinho reclamava por um concerto digno de título e foi, sem espaço para dúvidas compensada por uma actuação de contornos amplamente memoráveis. Qual fanatismo movediço de quem cresceu coberto pela atmosfera que só Theatre of Tragedy é capaz de produzir.

 
 
 
Com o findar de 2009, decidiam em uníssono o derradeiro desfecho não só da banda, mas sobretudo duma história, que em 17 anos souberam relatar meritoriamente em álbuns que marcaram incontestavelmente a orbe do metal, designadamente o gothic metal. O alvor de 2010, cúmplice do tempo já decrescente, viu nascer o seu mais recente e último trabalho: Forever is the World, “o término intemporal” que abraça carinhosamente o mundo de quem os acompanha. Foi também motivo da digressão encetada no passado dia 12 do corrente mês, em Berlim.
 
Depois de Madrid e Bilbau, Lisboa, Corroios, hasteou cortinas no cine teatro municipal, e deu asas a um potencial adeus.
 
Abertas as portas, não houve multidão a abafar a bilheteira, nem tampouco a reciclar empurrões que fazem as delícias de quem pretende lugares cativos frente ao palco. O ambiente sereno e tranquilo, e nem por isso menos festivo, antecipava alguma emoção cujas vestes negras, dos fãs teimavam cobrir com viril voracidade.
 
Where Angels Fall, banda de origem igualmente norueguesa, que acompanha em tournée os Theatre of Tragedy, foram quem experimentou primeiramente o palco, não podendo ter prestado melhor contributo ao estabelecer uma margem de óptimo som e ofertado um concerto de boa música gothic symphonic metal “à norueguesa”. Esta banda, constituída por apenas três elementos, teve mesmo direito a saborear um dos ex-líbris tipicamente português, a Super Bock, embora esteticamente adulterada com uma palhinha adornada com uma rodela de laranja, e uma banana, sim uma banana para cada elemento, que fez a delícia da jocosidade do reduzido mas fiel público.
 
Chegado o tão esperado momento, qual ansiedade que queimava já o âmago dos seus seguidores, não houve enchimento de última hora, não obstante fez-se bom uso do tradicional ditado: poucos mas bons. A bela e a fera apareciam por entre os flashes esquizofrénicos sonorizados pela limpa batida de Hein Frod Hassen (bateria), os gemidos agudos das guitarras protagonizadas por Vergard Thorsen e Frank Claussan e pelo melódico órgão de Lorentz Aspen.
 
Desenrolava-se então, o historial de 17 anos, gerou-se a atmosfera trágica e bela por assim o ser. Prestaram digna homenagem a álbuns como “A Rose For the Dead”, “Aegis”, “Velvet Darkness They Fear”, espaçados com reportório do “Assembly”, que revela a meu ver a versatilidade e profissionalismo deste grupo, “Storm” e, como não podia deixar de ser, o seu mais recente trabalho “Forever is the World”. Tudo recordado com o mais brilhante desempenho e óptima qualidade sonora, de se lhe tirar o chapéu.
 
A interacção entre os elementos da banda e o público ganhou contornos belíssimos a meio do concerto, houve como que uma espécie de empatia crescente, gradual que na música última, a do adeus (Der Tazen Der Schatten), já no encore, obrigou Raymond Rohonyi (vocalista) e Nell Sigland, que não descolorou em nada a performance de Liv Kristinne, a trocarem expressões carinhosas e darem as mãos a alguns espectadores, vergando constantemente a cabeça como quem não agradece por palavras mas por gestos. Houve, no encore, como que uma emoção contagiosa inundando o recinto. Finalmente, o palco foi assaltado pelos Where Angels Fall que abraçaram simbolicamente frente à plateia, cada membro de Theatre of Tragedy. Em baixo cantava-se “ich liebe dich” não só a Nell, mas também a Liv Kristine (vocal 94-03), Pal Bjastad (guitar 93-95), Tommy Lindal (guitar 93-97), Eirik Saltro (bass 93-00), Geir Flikkeid (guitar 95-97), Tommy Olsson (guitar 97-99), Erik Torp (tour musician, bass), Theatre of Tragedy, o teatro belo da tragédia.
 
José Maldonado 
Nemesis Radio
 


BIZARRA LOCOMOTIVA
Casa Municipal da Juventude, Almada - 19 de Março de 2010
 
 

Entrevista aos Bizarra Locomotiva na página das entrevistas
 

 
RADIO MOSCOW 
Os Hendrix contemporâneos
 Cinema Nimas, Lisboa - 22 de Fevereiro de 2010
 


Os Radio Moscow, banda oriunda de Iowa, EUA, fazem do melhor rock com tons psicadélicos e Blues. Regressaram a Portugal para apresentarem “Brain Cycles”,
editado no ano transacto e assaltaram, sem aviso, o cinema Nimas com mostras de riffs desenfreados.

O cinema Nimas adapta-se perfeitamente à banda. A sala já foi uma das mais importantes salas de cinema nacionais e os Radio Moscow também são do melhor retro-rock produzido actualmente.

Começamos o concerto sentados ao som de “Frustrating Sound” mas, como é óbvio, à segunda música, “ Hold on Me” já estavamos levantados a “abanar o capacete”.
Com um estilo muito Hendrix, o vocalista e guitarrista Parker Griggs com “Just don't know”, e de uma forma progressiva, destila psicadelismo a cada riff como se de uns poderosos Cream se tratasse.
O baixista “hippie” Zack Anderson e o baterista Corey Berry não ficam atrás, exemplo disso a música “Lucky Dutch” com uma bateria seca e um baixo muito groove.

Os Moscow foram descobertos por Dau Auerback, dos Black Keys, com estilo musical semelhante, mas actualmente são eles que se vão descobrindo. Prova disso mesmo foram os momentos gloriosos, de puro Rock’n’Roll,“ Deep Blue Sea” e “BrainCylces”. É um verdadeiro revivalismo de uma banda de garagem apresentado ao “puxarem” pela material como poucos o fazem.
A audiência, pobre aliada, deixa-se levar, mas as exigências são de uns anos 60 e 70, claramente difíceis de conseguir.

Há quem lhes chamem uma estação de rádio underground da era da guerra fria, pura verdade! Com um psicadelismo jamaicano (Braincyles foi produzido na Jamaica)
trazem-nos “Lickskillet“ e “Mistreating Queen” e o concerto chega ao fim? Não!

Regressam para um aclamado Encore onde Parker “engole” a guitarra e as suas mãos parecem uns tentáculos de uma medusa – rápidos e eficazmente criativos.
“No Jam” último tema do concerto pede isso mesmo, uma “Jam Experience” à lá Jim Hendrix. Foi tão real e tão incrível que assustou.
Os Radio Moscow podem não ser originais mas soam tão bem, tão bem. Exige-se uma presença na edição deste ano do festival Paredes de Coura, e isso, amigos, será história.
Na 1.a parte estiveram os “rookies” de rock experimental, Gravidade Zero que, com um desejo enorme de serem grandes, compuseram um set-list interessante. A cover de “Pastor”,
bem conseguida, dos Madredeus foi o ponto mais alto. Muito trabalho pela frente para esta banda e, quem sabe, um caso sério do rock mais alternativo português.

Marco Moutinho
Nemesis Radio
 

Novembers Doom (USA) + Kathaarsys (ESP)
Side B, Benavente - 19 de Fevereiro de 2010
 

Novembers Doom, conhecida banda de Death/Doom Metal de Chicago, regressam  aos palcos portugueses após a sua estreia na última edição do Caos Emergente Open Air.


 
Pouco passavam das 22h30 quando os espanhóis Kathaarsys subiram ao palco do Side B e nos obsequiaram com a técnica e virtuosismo que o seu black metal progressivo tem. Este não deixou indiferente grande parte do público presente, apesar de ser uma banda desconhecida para muitos dos presentes que aguardavam já a subida ao palco dos Novembers Doom. 

Após a actuação dos "nuestros hermanos" chegara a vez dos Novembers Doom.

Apesar de todos os contratempos aquando da sua chegada a Portugal devido ao desaparecimento das suas 8 malas no aeroporto (incluindo instrumentos e outros materiais) presentearam-nos com um espectáculo forte e arrebatador, com instrumentos que lhe foram emprestados. Esta situação só demonstrou o grande profissionalismo desta banda pois muitas certamente teriam adiado ou cancelado o concerto.

O concerto começou com a música título do último álbum "Into Night's Requiem Infernal", tendo grande parte do concerto baseado neste último trabalho, como seria de esperar, e com destaque para temas como "Lazarus Regret", "Eulogy For The Living Lost", "I Hurt those I Adore" e "Empaty's Greed".

Temas como "Rain", "Autumn Reflection" e "The Pale Haunt Departure", de álbuns anteriores, não puderam faltar neste concerto, para grande satisfação dos fãs presentes que entoavam os refrões juntamente com Paul Kuhr, vocalista da banda.

Desta noite fica ainda a promessa de um regresso ao nosso país para um novo concerto e aí sim com os instrumentos e material da banda, esperemos!

Nélia Olival
Nemesis Radio





MOONSPELL + BIZARRA LOCOMOTIVA 
Lisboa sob o feitiço da lua 
 FIL, Lisboa - 23 de Janeiro de 2010
 

Num dia em que o Metal era a palavra de ordem, a FIL, no Parque das Nações, abriu as portas aos Moonspell, num esperado regresso à capital que pôs fim a dois anos
de digressão de divulgação do seu mais recente trabalho, “Night Eternal”. 

Poucos minutos depois das 22 horas, hora para a qual estava marcada o início do concerto dos Bizarra Locomotiva, estes subiram ao palco, antecedidos pelos Opus Diabolicum,
banda de cordas de tributo aos Moonspell que tocaram os primeiros acordes da noite. A actuação, do que vi pois cheguei atrasada, valeu muito pela energia de Rui Sidónio,
vocalista da banda, que parecia incansável. Num cenário negro e fetichista, a Locomotiva não parou durante uma hora, contagiando o recinto meio cheio da FIL.
A audiência era a mais variada: novos, velhos, uns pela primeira vez, outros faziam contas aos concertos que se acumulavam.
Parecia que, de facto, todos tinham respondido à chamada de Fernando Ribeiro, e ali tinham comparecido para ver “o que era o Metal”, como ele próprio fez questão de referir.

Pouco depois das 23 horas, sobiram ao palco os tão aguardados Moonspell. Ao som de “At Tragic Heighs”, abriram assim mais de hora e meia de concerto onde,
explorando toda a sua discografia composta de “bestialidade, inocência, fúria e beleza”, e com um som quase sempre imaculado.
Destaque para a presença da caveira dos tempos do album “The Antidote”. Como tinha sido divulgado, foram tocados alguns temas que tendem a ser esquecidos.
Músicas como “Soulsick”, do álbum “The Butterfly Effect”, e “Magdalene” de “Sin/Pecado” de 1998 (tendo sido esta última recebida com especial entusiasmo por parte do público), transportaram quem até ali se dirigiu para outros tempos, talvez mesmo para outros Moonspell.

Para o público, um pouco parado ao início, não faltou incentivo do vocalista Fernando Ribeiro que, depois do aquecimento inicial (“Night Eternal”, “Finisterra”, “Momento Mori”)
se deixou enfeitiçar. Carmen Simões (Ava Inferi) e Sílvia (ex. Sarcastic), membros das The Crystal Mountain Singers, emprestaram a voz a “Scorpion Flower” e “Luna”.
A par dos temas recorrentes, mereceu especial atenção a belíssima cover semi-acústica da música “Os senhores da guerra” de Madredeus, que deixou a audiência extasiada,
ficando por terras lusas a promessa de um álbum acústico. Em “Alma Mater” a voz do público soou mais alto, e servindo de encore “In and Above Men”, “From Lowering Skies”,
e com mensagens subliminares a “Blood Tells”. “Full Moon Madness” encerrou o espectáculo, terminando da melhor forma acção de “graças a Satã”.

Rita Cipriano
Nemesis Radio


METAL ATTACK! FEST 
Contradiction [GER] + The Ransack + Seven Stitches + Endamage
 Casa de Lafões, Lisboa - 17 de Janeiro de 2010
 
 
 
"O Underground é sair de casa, conviver com amigos, beberem-se uns canecos e apoiar as bandas portuguesas"

Assim foi uma das frases que ficou na memória dos presentes, no 1º Metal Attack Fest realizado, estreando-se na Casa de Lafões.

Numa tarde animada entre copos e convívio, a sala foi-se compondo para dar inicio às hostilidades, a cargo dos Endamage. De facto uma banda, que refiro desde já ,o talento dos "putos" em palco. 
Apesar de um ou outro problema técnico com o micro, debitaram Death metal com garra e energia.
Destaque para a excelente "The Search For Redemption".

A seguir foi altura dos Seven Stitches subirem ao palco. Uma boa mistura de Death/Thrash, postura e desempenho em palco igualmente bom. Uma banda a investigar.

A Casa encheu-se por completo e era o momento dos The Ransack actuar. Indispensável será dizer a energia que estes senhores debitam em palco.
Energia essa canalizada do própio público, com forte headbanbing e mosh à mistura. Uma set-list bem escolhida, recheada de clássicos fizeram as delicias dos presentes.
O som não esteve bom em alguns momentos, mas que não comprometeu a sua actuação. Destaco também a humildade e simpatia dos músicos.

Por fim, chega a vez dos germânicos Contradiction mostrarem-nos o seu Thrash Metal old-school e o porquê de estarem mais de 20 anos no activo. E que thrashada das
antigas! Grande atitude e simpatia dos alemães, destacando o baixista, um "maluco" autêntico, que desceu do palco e veio tocar com a malta presente. Set-list bem
composta, com clássicos e novos temas a fazer o público descarregar a sua raiva.
Único senão para quando um dos seguranças pediu para terminar a sua actuação mais cedo, devido as horas que se faziam. Leis de Portugal no seu melhor...

Uma boa tarde bem passada entre amigos e muita cerveja à mistura.
Destaco a organização pelo trabalho conseguido, até com bancadas para Merchandise, barato por sinal.

Estreia em grande do Metal Attack!, esperando ver uma 2º edição o mais breve possível.


Reportagem: Bruno Aires
Fotografia: Fernando Tina





 
Inhuman is rising!
 Arcádia Rock Bar, Faro - 15 de Janeiro de 2010
 
Os algarvios Inhuman voltaram ao activo, doze anos depois, com novos temas da sua mais recente demo "The Beast is rising".
Este regresso já tinha sido testemunhado com dois concertos, mas foi no passado dia 15 de Janeiro que  saudaram os seus conterrâneos com um belo concerto, no Arcádia Rock Bar em Faro.
Espaço pequeno para uma casa cheia demonstrou que os Inhuman continuam bem presentes na nossa memória.
A Nemesis Radio esteve presente, neste regresso por terras algarvias, para vos deixar algumas fotos do concerto e a setlist tocada.
 
 

Line-up actual:
Pedro Garcia - vocals
João Pedro Correia - guitar
Rogério Sequeira - bass
Fernando Pessanha - keyboards
João Ventura - drums
 
Setlist
Without my face (Strange Desire)
The redeemer (Foreshadow)
The Beast Is Rising (Demo 2009 - The Beast Is Rising)
Ashes Of The Fallen (Demo 2009 - The Beast Is Rising)
The eyes of Goya (Strange Desire)
The scars at your heart (Foreshadow)
Mansized heaven (Foreshadow)
Fallen majesty (Strange Desire)
A blessing in disguise (Foreshadow)
His Kingly Throne (Demo 2009 - The Beast Is Rising)
Shadowy but immortal (Foreshadow)
Pure Redemption (Demo 1995 - Pure Redemption)
Frozen Sun (Strange Desire)
Stigma (Foreshadow)
 


Myspace: http://www.myspace.com/inhumanportugal 
 
A Nemesis radio agradece ao Luís Neto pelas fotos fornecidas.




 
Pedalada Nemesiana em "Brasa"!
18 e 19 de Dezembro de 2009
 
Foi literalmente em “brasa” que se viveu a Pedalada Nemesiana no passado fim-de-semana, respectivamente dias 18 e 19 de Dezembro 2009. As Hostilidades começaram na 6ª feira 18, dia em que rumámos ao “Covil Bar” em Almada para assistir às performances dos DJs Nemesianos (DJ Borndead & DJ Moutinho), que estiveram a animar os muitos que por lá passaram e connosco quiseram partilhar uma noite FANTÁSTICA por entre copos conversa, boa música e ainda demos os PARABÉNS à nossa bebé Borndead que festejou mais uma Primavera.
 
No Sábado 19, a saga continuou e voltámos a reunir o GANG, desta vez, na Juke Box em Lisboa, onde as emoções estiveram ao rubro durante toda a tarde, por entre muito headbanging (que faz sempre bem ao esqueleto), regado claro está com muita cerveja que também acabou por abrir o apetite para o Jantar que se seguiu. Passados de 7 meses de existência, a Tua Melhor Rádio Online, finalmente concretizou o tão desejado Jantar Oficial Nemesis Radio. Aconteceu no “Restaurante Bonjardim” em Lisboa e…apesar do número de presenças ter contrariado as expectativas, podemos dizer que tudo correu às mil maravilhas e num ambiente super acolhedor. Garantimos com CARIMBO “Rei da Brasa” que tanto a equipa como os ouvintes da Nemesis Radio, divertiram-se à grande e tiveram oportunidade de se conhecer um pouco melhor.
 
Comemos bem, bebemos melhor e as coisas correram de tal modo que aproveitamos para dar “prendinhas” a todos os presentes! Os Pins da Nemesis Radio…já andam por aí!! ;) Depois da pancinha cheia…fomos esgotar as energias no Transmission e foi dançar até não podermos mais!! NEMESISSSSSSS!!!
 
Agradecemos a todos pelo EXCELENTE fim-de-semana, e claro que está prometido repetirmos a dose muitas mais vezes. Por falar nisso…ONDE VÃO PASSAR O VOSSO FIM DE ANO??!?? ;) :P Se querem saber mais…aqui estão as fotos das figurinhas que andámos a fazer…tenham medo…tenham muito medo!! OBRIGADO MALTA…YOU ROCKKKKKKKKKK AND WE MOSH YOUUUU!!! :D xD
 
Dia 18
 

 
Dia 19
 
 

 
 
Barreiro Rocks
EXPERIENCIÊNCIA “TOTAL” FERROVIÁRIA “CONGO DESTRUCTION”
11 de Dezembro de 2009


Foi com muita dedicação e respeito que me dirigi ao Barreiro Rock 2009 para assistir pela primeira vez a uma, cito, “ebulição de linguagens musicais marginais”. No 1.º dia o destaque ia claramente para Kid Congo Powers e os Pink Monkeys Birds e para os espanhóis Total Sex Destruction. Devido a vários factores, do estilo atrasado, não pude chegar a tempo de ver os Singing Dears e os Destination Lonely.

Quanto aos Tokio Sex Destruction, de regresso ao Barreiro Rocks, deram um concerto explosivamente psicadélico, sem conhecimento de efeitos colaterais. Toda a energia do concerto concentrou-se no vocalista e teclista JC Sinclair. Este “mendigou” por tudo o que era sítio: plateia, espaldares e PA. Procurava em tudo um estímulo para provocar a plateia e, conseguiu. O público estranhou e nem todo entranhou. As teclas do teclado de JC deram ânimo ao concerto e a banda é divertida e coesa. Agradavelmente “sex” destrutivo.

Refira-se ainda a presença do grande Crooner Vieira que antes de cada concerto apresentava a banda e cantava algo da nacionalidade da mesma. Os Tokio mereceram “Sole mio” de Plácido Domingos e Carreras o Kid Congo “New York New York” de Sinatra. O Vieira é que sabe!

E agora senhores e senhores, 3 da manhã, Kid Congo Powers e os rosados Pink Monkey Birds chegam ao palco para puro despojamento de Rock’n’Roll. É óbvio que, pertencer a uma banda como os “The Gun Club” faz com que se tenha logo o estatuto de lenda de rock. O facto é que Brian Tristan aka Kid Congo é mortalmente sexy, uma lenda viva. A sua vinda a Portugal prendeu-se com a apresentação do álbum sujo e belo “Dracula Boots”, gravado num ginásio no “Midwest” americano. E de ginásio em ginásio chegou ao “Ferroviários”. O concerto foi visualmente um filme do melhor da série B. Começou com “Pumpkin Pie” e “Hitch Hiking”. A cada música que passava Brian discursava algo amorosamente charlatão. A plateia vibrava e ninguém neste Natal quis um Jesus, todos quiseram um “Black Santa”. Nada seria igual se não cai-se do PA do palco um “LSDC” hipnotizante. Outros clássicos são tocados até ao encore. Este é “ozzing”cool! Com “Goo Goo” e “Mother Earth” que nos deram açúcar ao sangue tal era a comunhão de alegria. Tudo o que é bom tem que acabar e o concerto do Kid Congo acaba com o “funkado” “French Cuisine”, sem dúvida um tiro certeiro no frio que circundava o “Ferroviários”.
Barreiro Rocks!!!!

 



 
Nemesis radio com Legendary Tigerman
13 de Dezembro de 2009
 
Depois de ter despido os Blues, de ter enviado o Natal para a xxxxx e de ter começado a navegar num barco negro mascarado, em sangue frio, nas margens do Mississipi, virou-se para o lado Feminino.

“Femina” é a sua última viagem e foi o pretexto da entrevista exclusiva para a Nemesis Radio a Paulo Furtado, na pele de Legendary Tiger Man. O one man show deu uma entrevista reveladora de um músico que é muito mais que música.

Paulo Furtado é cinema, é humildade, é Blues man, enfim, arte pura! Em breve a entrevista exclusiva aqui na Nemesis Radio.

 

Programa Especial “Legendary Tiger Man” dia 21 de Dezembro de 2009 no programa Rock Plebeu entre as 22h e as 24h, com Marco Moutinho.
 
 


 
 

 

Arch Enemy

Incrível Almadense - 4 de Dezembro de 2009

O concerto de Arch Enemy no Incrível Almadense foi de arromba e como não podia deixar de ser, a Nemesis esteve lá!
A energia da Angela foi estonteante e contagiante onde o público esteve à altura ao cantar os refrões das músicas mais conhecidas
ou simplesmente a acompanhar, com a voz, os solos que saíam das guitarras dos irmãos Amott.
Ficam aqui umas imagens tiradas pela equipa da Nemesis, para quem não teve oportunidade de ir, assim como um vídeo que escolhemos no youtube!

 

 Vídeo de metalman2777

 
 

 

Darkside Of Innocence

Casa de Lafões - 5 Dezembro de 2009

A Nemesis Radio não podia perder esta oportunidade de apoiar o Metal feito em terras lusas.
Os Darkside of Innocence apresentaram o seu albúm de estreia "Infernus Liberus EST" na Casa
de Lafões contando com a presença dos Tarsish, Futile Existence (banda onde o nosso colega
Cristiano Morgado é guitarrista) e Acid Season.
Deixamos aqui algumas fotos tiradas pela equipa Nemesis nesse grande concerto, onde não faltaram os ingredientes mosh e crowdsurfing!!

 



Halloween  2009

HEY THERE NEMESIS GANG!!

O HALLOWEEN 2009 foi passado no "TRANSMISSION" e os Nemesianos como não poderia deixar de ser...estiveram por lá e marcaram a diferença!!

Uma noite de muita diversão por entre copos, conversas, gargalhadas...mais copos, bom som (a que já nos habituou o DJ e proprietário Mário Rui) e ainda as
muitas mas mesmo muitas travessuras que os presentes não quiseram deixar de cumprir nesta noite das Bruxas!!

Sangue, Mordidelas de Vampiro...Muito Preto...mas gatos nem por isso...embora também ninguém fizesse muita questão de ter 7 anos de azar!!
Bom...ok...faltou algum pessoal da .::.NEMESIS RADIO.::. mas oportunidades não irão faltar e TU claro está...ficas desde já convidado,
porque todos os sábados é garantido...a GANG reune-se e é a "DESGRAÇA" TOTAL!!! :D

A Noite das Bruxas já era...agora, quem sabe se no próximo sábado não és mesmo TU a ser alvo das nossas objectivas indiscretas!!



Até Lá...Aqui ficam imagens dos NEMESIANOS em Festa!!

 
 
 
 

 

 
 
 

 

HEY THERE NEMESIS GANG!!


A .::.NEMESIS RADIO.::. saiu à rua no passado dia 3 de Outubro, e foi até à "Juke Box" na Rua da Fé,

onde fez algumas entrevistas à malta que por lá se encontrava.

Por entre os muitos visitantes da Juke...descobrimos alguns tesourinhos que acederam a responder

a algumas das perguntas que a .::.NEMESIS TEAM.::. andou a fazer.

O Ambiente que se fez sentir foi sem dúvida divertido e fomos extremamente bem recebidos, ou não fosse

aquele um dos lugares mais acolhedores, boa onda e de visita obrigatória em Lisboa.

Boa disposição, copos, música e muita gargalhada, foram os ingredientes de uma noite que concerteza

não iremos esquecer tão depressa.

Interagir com aquele público foi gratificante e contamos repetir a dose sem qualquer dúvida!!

Ao DJ e Proprietário Mário Rui, que disponibilizou este espaço para efectuarmos as entrevistas,

o nosso Muito Obrigado!!

Para quem não esteve por lá e para os que disfrutaram daquela noite como nós, aqui ficam algumas imagens

..para mais tarde recordar xD

 


 
 
 
Site Meter

Contactos
926 343 186
contactos@nemesistv.com